Cuba diz que 4 pessoas morreram após lancha da Flórida entrar em suas águas
Incidente em águas cubanas resulta em mortes e feridos
Quatro pessoas morreram e seis ficaram feridas após uma lancha registrada na Flórida entrar em águas cubanas e abrir fogo contra uma patrulha local nesta quarta-feira, 25 de outubro. O governo de Havana informou que o incidente ocorre em um contexto de tensões crescentes entre Cuba e os Estados Unidos.
Os feridos foram resgatados e estão recebendo atendimento médico. O comandante da patrulha cubana também ficou ferido. O Ministério do Interior de Cuba anunciou que uma investigação está em andamento para esclarecer os detalhes do ocorrido.
Esse evento acontece em meio a um bloqueio quase total do fornecimento de petróleo à ilha, intensificando a pressão sobre o regime cubano. A captura de Nicolás Maduro pelas forças americanas em Caracas, em 3 de janeiro, removeu um importante aliado e fornecedor para Cuba.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou ter sido informado sobre o incidente pelo secretário de Estado, Marco Rubio, mas não tinha muitos detalhes disponíveis. Vance mencionou que os EUA estão monitorando a situação e esperam que não seja tão grave quanto o temido.
O Departamento de Estado não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.
Históricos confrontos entre lanchas de alta velocidade e forças cubanas são comuns, incluindo um incidente em 2022, quando uma patrulha cubana matou um suspeito. No primeiro semestre daquele ano, Cuba interceptou 13 lanchas vindas dos EUA.
Apesar das relações tensas entre os dois países ao longo de 67 anos, já houve cooperação em questões de tráfico de drogas e contrabando no Estreito da Flórida, especialmente durante o período de reaproximação sob o governo do ex-presidente Barack Obama.
No incidente recente, a lancha se aproximou a menos de uma milha náutica de um canal em Cayo Falcones, na costa norte de Cuba, quando foi abordada por cinco membros da patrulha cubana. A embarcação abriu fogo, ferindo o comandante da patrulha.
Cuba não identificou as vítimas, mas confirmou que a lancha estava registrada na Flórida sob o número FL7726SH. O comunicado cubano reafirmou o compromisso do país em proteger suas águas territoriais, destacando a defesa nacional como um pilar fundamental para a soberania e estabilidade da região.
O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, anunciou a abertura de uma investigação em colaboração com outras autoridades estaduais e federais, alegando que as informações fornecidas por Cuba não são confiáveis. Em uma postagem no Facebook, Uthmeier afirmou: "O governo cubano não é confiável e faremos tudo ao nosso alcance para responsabilizar esses comunistas."
O deputado americano Carlos Gimenez, que representa a região sul da Flórida, solicitou uma investigação federal, expressando preocupações sobre o uso de força letal contra uma embarcação registrada nos Estados Unidos. Gimenez pediu ao Departamento de Estado e às Forças Armadas dos EUA que investiguem o caso, no qual Cuba é acusada de executar quatro pessoas, embora não tenha apresentado provas para sustentar sua alegação. Ele também enfatizou a necessidade de determinar se alguma das vítimas era cidadã americana ou residente legal.
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