Crime organizado

Crime organizado tem tentáculos nos Três Poderes no Amazonas

Crime organizado infiltrado nos Três Poderes do Amazonas

A operação Erga Omnes, realizada em 20 de fevereiro, revelou a presença de um núcleo do Comando Vermelho infiltrado em instituições públicas da Prefeitura de Manaus, do Legislativo e do Judiciário do Amazonas.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo movimentou aproximadamente R$ 70 milhões em um período de sete anos, contando com o apoio de agentes públicos.

“O tráfico de drogas tinha tentáculos dentro da administração, fornecendo informações sigilosas estatais para o crime organizado”, declarou o delegado Marcelo Martins, do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

No Judiciário, um servidor é investigado por repassar dados de processos que estavam sob segredo de Justiça para advogadas ligadas ao grupo. “Esses advogados pagavam propina a ele para liberar informações, garantindo que suas ações criminosas não fossem interrompidas pela polícia”.

Na Câmara Municipal de Manaus, ex-assessores de três vereadores foram detidos.

A servidora Anabela Cardoso Freitas, ex-esposa do advogado assassinado Armando Freitas, era assessora próxima do prefeito David Almeida. Ela foi presa por transferir R$ 1,5 milhão à organização criminosa, dinheiro que era lavado através de empresas de fachada e uma falsa agência de viagens.

A polícia identificou que o líder Allan Kleber se disfarçava de pastor evangélico, utilizando igrejas como fachada para esconder carregamentos de drogas. “Uma espécie de camuflagem social que o permitia se ocultar atrás da imagem de uma pessoa evangélica, enquanto, na verdade, era um megatraficante”.

A Justiça mantém a prisão da assessora do prefeito, e os próximos alvos da investigação incluem a mulher, a sogra e a irmã de David Almeida.


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