Crime organizado Crime na areia: como os principais destinos turísticos do ...

Crime na areia: como os principais destinos turísticos do ...

Crime nas Praias: A Ascensão do Crime Organizado nos Destinos Turísticos do Brasil

A temporada de verão de 2026 tem revelado uma realidade alarmante nas praias brasileiras. A demanda crescente por turismo, embora beneficie a economia local, trouxe consigo um efeito colateral preocupante: a incursão do crime organizado nas áreas mais cobiçadas do litoral.

Sob o sol intenso, as facções criminosas expandem suas atividades, utilizando métodos já conhecidos nas periferias das grandes cidades. Em localidades como Paraty e diversas praias do Nordeste, o crime se torna visível, com facções cobrando pedágios, vendendo drogas à luz do dia e até cometendo homicídios, transformando cenários paradisíacos em zonas de conflito.

Na histórica Paraty, integrantes do Comando Vermelho começaram a exigir pagamentos de barqueiros que operam passeios marítimos e transportes para praias isoladas, como Sono e Ponta Negra. Moradores locais relatam que os criminosos estão se estabelecendo na região, comprando propriedades e criando um clima de insegurança. “A polícia vem, mas eles sempre conseguem escapar”, afirmou um morador que preferiu não se identificar.

Situações similares são observadas no Nordeste. As forças de segurança têm intensificado investigações sobre milícias em locais populares como Jericoacara no Ceará, Porto de Galinhas em Pernambuco, e Pipa no Rio Grande do Norte. Em Porto de Galinhas, um inquérito revelou que um único traficante movimentou cerca de 10 milhões de reais anualmente após a pandemia.

A violência também se manifesta em casos trágicos, como o assassinato de um turista de 16 anos em Jericoacara em dezembro de 2024. O jovem, que não tinha ligação com facções, foi confundido pelo Comando Vermelho com um membro de um grupo rival.

Em Pipa, a influência do Sindicato do Crime, uma facção originada no Rio Grande do Norte há uma década, é cada vez mais evidente. As investigações apontam para um cenário em que o crime organizado está se tornando parte da realidade turística, ameaçando não apenas a segurança dos visitantes, mas também a vida dos moradores locais.


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