CPMI ouvirá empresário investigado na Operação Sem ...
CPMI ouvirá empresário investigado na Operação Sem Desconto
Da Agência Senado |
02/10/2025, 21h22
O empresário Fernando dos Santos Andrade Cavalcanti, ex-sócio do advogado Nelson Wilians, prestará depoimento na segunda-feira (6), a partir das 16h, para a CPMI do INSS.
O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), fez o anúncio durante a reunião em que o ministro da Controladoria-Geral da União, Vinicius Marques de Carvalho, depôs.
A convocação de Cavalcanti foi solicitada em quatro requerimentos aprovados pela comissão: REQ 1.818/2025, REQ 1.822/2025, REQ 1.907/2025 e REQ 1.956/2025. O empresário é um dos alvos da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em aposentadorias e pensões do INSS.
A senadora Leila Barros (PDT-DF) destacou que Cavalcanti teve diversos bens apreendidos na operação, incluindo uma Ferrari e relógios de luxo, e é apontado como dirigente de empresas ligadas ao esquema investigado.
O depoimento do ministro da CGU começou por volta das 10h30 e se estendeu por cerca de 10 horas. Viana afirmou que a comissão está cumprindo seu papel, mesmo diante de falhas de outras instâncias. Ele enfatizou a determinação da CPMI em responsabilizar os envolvidos em fraudes.
O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), criticou a lentidão da CGU na ação contra desvios que afetaram aposentados e pensionistas. Ele apontou que a CGU teve conhecimento sobre os problemas desde 2024.
Gaspar também mencionou a necessidade de investigar irregularidades nos empréstimos consignados, sugerindo a suspensão cautelar desses acordos.
Em resposta, Vinicius Marques de Carvalho afirmou que a CGU está analisando a situação dos consignados e que medidas cautelares podem ser tomadas após uma avaliação minuciosa.
O senador Rogerio Marinho (PL-RN) apontou que, enquanto alguns parlamentares buscam esclarecer as fraudes no INSS, outros tentam atribuir a responsabilidade ao governo anterior, afirmando que os problemas aumentaram após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), ressaltou que os acordos de cooperação técnica firmados pelo INSS foram uma das raízes das fraudes, com a maioria concentrada em três entidades.
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) considerou o depoimento do ministro da CGU esclarecedor, mas criticou alguns parlamentares por tentarem intimidar os depoentes. Ele e a senadora Leila Barros defenderam a convocação do ex-ministro da CGU, Wagner Rosário, para depor.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) expressou preocupação com as disputas entre parlamentares e reiterou a importância de a CPMI identificar os verdadeiros responsáveis pelas fraudes.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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