Carlos Jordy

“CPMI do Master é mais importante que a eleição”, afirma Carlos Jordy

CPMI do Master é mais relevante que a eleição, diz Carlos Jordy

Durante o programa Última Análise desta segunda-feira (23), os participantes debateram a proposta do Congresso Nacional que busca obstruir a investigação da CPMI do Banco Master. A liderança da Câmara dos Deputados e do Senado Federal pretende envolver o ex-presidente Jair Bolsonaro na investigação, o que poderia resultar em uma redução de pena, caso a apuração perca força.

"Ele foi retirado do jogo e silenciado de forma inconstitucional. Estão tratando Jair Bolsonaro como refém e criando condições para a sua liberação. Os presidentes do Congresso e do Senado querem usar a vida do ex-presidente como moeda de troca para uma votação", criticou o ex-procurador Deltan Dallagnol.

Como um possível obstáculo a esse acordo, destaca-se o novo relator do caso, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, além da Polícia Federal, que adotou uma postura mais firme. "A Polícia Federal era de Lula e havia ingerência política. Não havia independência. Quanto ao ministro André Mendonça, cabe a ele fazer valer a lei", afirmou a advogada Fabiana Barroso.

O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), convidado do programa e autor do pedido de CPI do Banco Master, ressaltou a urgência da investigação. "Estamos diante do caso mais escandaloso de corrupção da nossa história, muito mais grave do que o que foi investigado pela Lava Jato. A CPMI do Master é mais importante do que a própria eleição", declarou.

Nesta segunda-feira (23), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) solicitou ao presidente do STF, Edson Fachin, o encerramento do chamado "inquérito das fake news", iniciado em 2019 e que já dura quase sete anos. Isso reacende a discussão sobre os limites constitucionais das investigações conduzidas pela própria Corte.

"A OAB legitima o inquérito do fim do mundo, reconhecendo como verdade uma grande mentira ao criticar a sua instauração", opinou Deltan.

No ofício, a OAB também questionou a duração excessiva do inquérito, chamando a atenção para a "elasticidade excessiva do objeto investigativo". A entidade argumenta que o inquérito deve ser voltado à investigação de fatos específicos, e não um procedimento que se expande continuamente.

"Espero que isso seja o início de algo maior. Se for apenas para emitir notas, não resolverá nada. Quero ver a OAB se posicionar pelo impeachment de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes", comentou o vereador Guilherme Kilter.

O programa Última Análise faz parte da programação jornalística ao vivo da Gazeta do Povo, transmitido no YouTube das 19h às 20h30, de segunda a sexta-feira. O objetivo é discutir temas desafiadores para o país de maneira racional, aprofundada e respeitosa.


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