CPMI do INSS retoma os trabalhos com investigação sobre empréstimos consignados
CPMI do INSS reinicia investigações sobre empréstimos consignados
A CPMI do INSS volta a se reunir em 2026 com a intenção de aprofundar as investigações sobre irregularidades relacionadas a descontos em aposentadorias e pensões. Neste ano, a comissão concentrará esforços nos empréstimos consignados realizados sem a devida autorização dos beneficiários. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou que uma prévia do relatório será apresentada com base nas oitivas do ano anterior. O relator da comissão é o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), que tem até 28 de março para concluir os trabalhos.
Em fevereiro, a CPMI dará continuidade à investigação sobre descontos fraudulentos realizados por associações nos salários de aposentados e pensionistas. O foco será nos empréstimos consignados, pois há denúncias de que muitos cidadãos estão tendo suas aposentadorias comprometidas por débitos contraídos sem seu consentimento. O senador Carlos Viana destacou que, nas primeiras reuniões de 2026, uma prévia do relatório será discutida, com base nas informações coletadas em 2025.
O senador afirmou: "Em fevereiro nós vamos fazer uma análise com o relator sobre em que pé está o relatório, que essa primeira fase ele já está trabalhando nele. Nós vamos saber se precisamos ainda de algumas oitivas. Caso não sejam necessárias, nós já entraremos imediatamente na questão dos bancos".
O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar, tem até 28 de março para finalizar os trabalhos, mas a possibilidade de prorrogação da investigação já foi levantada por Carlos Viana. A comissão já aprovou diversos requerimentos de convocação para 2026 e deverá ouvir o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, além de autoridades do setor bancário, como Luis Felix Cardamone Neto, diretor-presidente do Banco BMG, e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
Da Rádio Senado, Rodrigo Resende.
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