CPMI do INSS quer concentrar investigações em quebras de sigilo de Lulinha; veja em que estágio está a comissão
CPMI do INSS foca em quebras de sigilo de Lulinha; confira o andamento da comissão
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS está direcionando suas investigações para a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lulinha é mencionado como amigo de Careca do INSS, um dos principais envolvidos em fraudes que afetavam aposentados e pensionistas.
A CPMI, que iniciou seus trabalhos em agosto do ano anterior, está examinando desvios bilionários nas aposentadorias do INSS, descobertos em abril de 2025 pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pela Polícia Federal (PF).
Desde o início, a oposição se concentrou em investigar o irmão de Lula, Frei Chico, vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), uma entidade envolvida nas irregularidades. Contudo, as investigações não revelaram informações novas além do que já foi apurado pela PF.
O foco, entretanto, começou a se deslocar para Lulinha. A base governista contesta a votação que autorizou a quebra de sigilo, alegando irregularidades e afirmando que não há vínculos financeiros entre Lulinha e a fraude.
Em uma reunião recente, a CPMI aprovou a convocação de presidentes de instituições bancárias para investigar empréstimos consignados ilegais. A sessão foi marcada por conflito entre parlamentares, que debatiam se a responsabilidade pelo escândalo deveria recair sobre o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro ou sobre o atual governo.
No início de fevereiro, Lula alertou Lulinha sobre possíveis repercussões caso ele estivesse de alguma forma envolvido nas irregularidades.
A CPMI, até o momento, não conseguiu avançar nas investigações sobre Lulinha, já que os requerimentos para ouvi-lo, protocolados em dezembro, não foram aprovados. Recentemente, um novo requerimento para a quebra de sigilo de Lulinha foi aprovado, juntamente com a solicitação de um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF).
Além disso, a comissão está dividindo suas investigações para abordar também possíveis empréstimos consignados irregulares, mas ainda não houve progresso significativo nesse aspecto.
O clima tenso entre os parlamentares continua a marcar as sessões da CPMI, com a busca por narrativas e acusações se sobrepondo à investigação em si.
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