CPMI do INSS: presidente quer ouvir Vorcaro presencialmente e descarta depoimento em reunião fechada em São Paulo
CPMI do INSS busca depoimento presencial de Vorcaro
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, informou que a comissão está determinada a ouvir o banqueiro Daniel Vorcaro pessoalmente, apesar de um habeas corpus concedido pelo STF que o dispensou de comparecer.
O ministro André Mendonça, do STF, emitiu o habeas corpus, levando a CPMI a planejar um recurso contra essa decisão, com o intuito de garantir que Vorcaro depusesse.
Viana criticou a proposta de utilizar um avião da Polícia Federal para transportar Vorcaro, mencionando que isso poderia custar até R$ 200 mil.
Além disso, documentos sigilosos relacionados ao banqueiro, que o STF determinou que fossem entregues à CPMI, ainda não chegaram, aguardando liberação da PF.
O presidente da CPMI deixou claro que a comissão não abrirá mão de ouvir Vorcaro em Brasília. Ele destacou a divergência de entendimentos entre o Parlamento e o STF, afirmando que, enquanto Vorcaro é investigado no inquérito do STF, na CPMI ele é considerado testemunha.
Vorcaro, dono do Banco Master, deveria depor nesta segunda-feira (23), mas a decisão do STF permitiu que ele não comparecesse.
A defesa de Vorcaro apresentou três alternativas para seu depoimento: em São Paulo na terça-feira (24), por videoconferência na mesma data, ou presencialmente em 3 de março.
Embora tenha se recusado a comparecer à CPMI, Vorcaro ainda pode ser ouvido pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), que se reunirá para discutir a melhor forma de depoimento.
Descontente com a decisão do STF, a CPMI interpôs um recurso para que o ministro reconsidere a possibilidade de depoimento do banqueiro.
Viana reiterou que os custos do transporte até Brasília deveriam ser arcados por Vorcaro, sendo contrário ao uso de um avião da PF.
Além disso, os documentos sigilosos ainda não foram recebidos pela CPMI. Quando chegarem, serão destinados a uma sala-cofre, onde só parlamentares e assessores designados poderão ter acesso, sem a permissão de dispositivos eletrônicos, mas podendo fazer anotações em papel.
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