CPMI do INSS insiste em depoimento presencial de Vorcaro e descarta reunião fechada em SP
CPMI do INSS mantém exigência de depoimento presencial de Vorcaro
O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), reafirmou nesta segunda-feira (23/2) que a comissão não abrirá mão de ouvir Daniel Vorcaro, banqueiro e proprietário do Banco Master, presencialmente em Brasília. Ele descartou a proposta da defesa que sugeria uma reunião fechada em São Paulo.
Viana enfatizou que a CPMI considera que Vorcaro deve comparecer, assim como outras testemunhas já fizeram durante as investigações. “Eu vou lutar para que ele venha presencialmente e dê as respostas que o país precisa”, declarou o senador, ressaltando que o depoimento deve ser público e formal.
O banqueiro estava agendado para depor nesta segunda-feira, mas conseguiu um habeas corpus do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que o dispensou de comparecer à sessão. Essa decisão gerou uma reação da CPMI, que vê diferença entre a interpretação do STF e a do Parlamento sobre o papel de Vorcaro nas investigações.
A defesa do empresário propôs três alternativas para o depoimento: uma oitiva presencial em São Paulo, por videoconferência na terça-feira (24) ou um depoimento em Brasília no dia 3 de março. A comissão irá analisar essas opções, considerando também a possibilidade de ouvi-lo na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
O presidente e o relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), insatisfeitos com a decisão do STF, anunciaram que recorreram do habeas corpus na tentativa de garantir o depoimento de Vorcaro. Gaspar criticou a ideia de um formato negociado com a defesa, posicionando-se contra "depoimento sob medida".
Carlos Viana também descartou a utilização de uma aeronave da Polícia Federal para transportar Vorcaro de São Paulo a Brasília, mencionando que o custo do voo poderia alcançar até R$ 200 mil. Ele afirmou que quaisquer despesas de deslocamento devem ser arcadas pelo próprio investigado.
Adicionalmente, o senador revelou que os documentos sigilosos liberados pelo STF já foram recebidos pela Polícia Federal, mas ainda não chegaram à CPMI, onde serão armazenados em um cofre no Senado.
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