Fábio Luís Lula da Silva

CPMI do INSS convoca Romeu Zema e rejeita chamar Lulinha e Jorge Messias

CPMI do INSS convoca Romeu Zema e rejeita convocação de Lulinha e Jorge Messias

Da Agência Senado | 04/12/2025, 15h35

Durante a última reunião de 2025, a CPMI do INSS decidiu convocar o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, mas rejeitou os pedidos para convocar Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado recentemente ao Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, não foram aceitos os requerimentos para ouvir representantes de instituições financeiras como Santander, C6 e Crefisa.

A reunião, que analisou 181 requerimentos, evidenciou divisões entre senadores e deputados de governo e oposição, com acusações mútuas sobre interesses políticos nas pautas, especialmente em relação à convocação de Zema.

Antes da votação, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), leu uma mensagem de Zema ao colegiado, esclarecendo que não participa da administração da Zema Crédito, Financiamento e Investimento S.A. desde 2018. O governador enfatizou que não possui informações sobre as atividades da empresa e que qualquer esclarecimento deve ser feito pela diretoria.

O requerimento para a convocação foi proposto pelo deputado Rogério Correia (PT-MG), que defendeu que não se tratava de uma perseguição política, mencionando que Zema ainda possui 16,41% das ações da empresa.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) considerou a convocação uma forma indelicada de abordar o governador, já que outras autoridades foram apenas convidadas.

O líder da oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN), argumentou que a convocação estava fora do escopo da CPMI, afirmando que não havia provas que a ligassem a Zema.

Com 19 votos a 12, foi rejeitada a convocação de Lulinha, solicitada pelo deputado Marcel van Hattem (Novo-RS). Parlamentares da oposição mencionaram declarações de Edson Claro, ex-funcionário de Antônio Carlos Camilo Antunes, que alegou que Lulinha estaria recebendo uma mesada de R$ 300 mil.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), líder do governo, desafiou a oposição a apresentar evidências contra Fábio Lula, ressaltando a falta de conexão entre ele e a CPMI.

O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), revelou que recebeu um aviso de Edson Claro sobre um possível risco à sua vida, solicitando que o presidente da CPMI informasse o STF e a PF sobre a situação.

A CPMI também negou sete requerimentos para ouvir Jorge Messias, com Marinho afirmando que ele deveria explicar a decisão da AGU de investigar apenas algumas entidades com acordos com o INSS.

A senadora Eliziane Gama (PDT-MA) destacou um movimento para convocar Messias após sua indicação ao STF, defendendo sua reputação ilibada.

Foram separadas para votação as convocações de André Luiz Calabro, Leila Mejdalani Pereira, Marcelo Kalim, Glauber Marques Correa e Eduardo Chedid.

O senador Izalci Lucas (PL-DF) criticou a proteção a bancos, citando o caso do PicPay, que foi suspenso por denúncias de cobranças indevidas.

A CPMI rejeitou o pedido de relatórios de inteligência financeira da Zema Crédito e acatou a convocação e quebra de sigilos do presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, que foi liquidado pelo Banco Central.

Os requerimentos para convocar o ministro da Previdência, Wolney Queiroz Maciel, foram retirados de pauta, com a promessa de que ele comparecerá após o recesso.

Vários pedidos de quebra de sigilos foram aprovados, mas a convocação do ex-ministro Carlos Lupi e de Danielle Miranda Fonteles, da Pepper Comunicação Interativa, foram rejeitados.

Após a reunião, Viana anunciou que está buscando assinaturas para prorrogar o prazo da CPMI, que atualmente termina em 28 de março de 2026.


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