Lulinha

CPMI do INSS convoca Romeu Zema e rejeita chamar Lulinha e Jorge Messias

Durante a reunião realizada na última quinta-feira, dia 4, a CPMI do INSS decidiu convocar o governador de Minas Gerais, Romeu Zema. Ao mesmo tempo, foram rejeitados os pedidos para convocar Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e o advogado-geral da União, Jorge Messias, recém-indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF). A comissão também não aceitou requerimentos para ouvir representantes de instituições financeiras, incluindo os bancos Santander, C6 e a Crefisa.

Os senadores e deputados analisaram um total de 181 requerimentos. Durante a discussão, as opiniões se dividiram, com acusações de interesse político de ambos os lados, especialmente em relação ao governador Zema.

Antes da votação, o presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), apresentou um ofício de Zema, no qual ele afirmava não estar mais envolvido com a Zema Crédito, Financiamento e Investimento S.A. desde 2018. O governador ressaltou que as informações sobre a empresa deveriam ser prestadas pela sua diretoria.

O requerimento para convocar Zema foi proposto pelo deputado Rogério Correia (PT-MG), que negou que a ação fosse uma perseguição política. Ele destacou que Zema ainda possui 16,41% das ações da empresa.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) criticou a convocação, considerando-a uma forma indelicada de tratar o governador, especialmente em comparação a outras autoridades que foram apenas convidadas.

O líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que a convocação de Zema estava fora do escopo da CPMI e apresentava um viés político.

Em relação a Lulinha, sua convocação foi rejeitada com 19 votos contrários e 12 a favor, após o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) pedir a sua oitiva. Parlamentares da oposição mencionaram depoimentos que sugeriam que Lulinha estaria recebendo uma mesada de R$ 300 mil. O senador Sergio Moro (União-PR) mencionou a suspeita de que ele estivesse envolvido em articulações criminosas.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), líder do governo, desafiou os opositores a apresentarem provas concretas sobre Lulinha, afirmando que não havia relação entre a CPMI e o filho do presidente.

Sobre Jorge Messias, a CPMI também rejeitou vários requerimentos para ouvi-lo. O senador Marinho argumentou que Messias deveria explicar a abertura de investigações contra apenas algumas entidades com acordos de cooperação técnica com o INSS. Ele ressaltou que a investigação não incluiu o Sindnapi, que tem ligação com o irmão do presidente.

Por sua vez, a senadora Eliziane Gama (PDT-MA) defendeu a reputação de Messias e sua contribuição para o ressarcimento de bilhões aos brasileiros lesados por fraudes.

A CPMI também decidiu convocar o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, e autorizou a quebra de sigilos relacionados a ele. Os requerimentos para convocar o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, foram retirados de pauta, com a promessa de que ele comparecerá após o recesso de fim de ano.

Durante a reunião, o secretário da Conafer, Silas da Costa Vaz, apresentou um atestado médico e não pôde depor, resultando no adiamento da sua oitiva.

Após a reunião, Carlos Viana informou que está coletando assinaturas para prorrogar os trabalhos da CPMI, que está prevista para terminar em 28 de março de 2026.


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