Jaques Wagner

CPI do Crime Organizado cancela reunião com Campos Neto e fundador da Reag

Da Agência Senado | 03/03/2026, 10h34

A CPI do Crime Organizado decidiu cancelar a reunião programada para esta terça-feira (3), onde seriam ouvidos Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, e João Carlos Falbo Mansur, fundador da Reag Investimentos. O depoimento de Mansur, que está sob investigação por fraudes relacionadas ao Banco Master, foi remarcado para a próxima semana.

O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), comunicou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, concedeu um habeas corpus que isentou Campos Neto da obrigatoriedade de comparecer. Contudo, Contarato destacou que o ex-presidente do BC manifestou disposição para responder por escrito a qualquer solicitação da CPI.

A convocação de Campos Neto ocorreu por meio de um requerimento do senador Jaques Wagner (PT-BA), que busca esclarecimentos sobre possíveis falhas na fiscalização bancária que poderiam ter contribuído para a atuação de organizações criminosas (REQ 185/2026 - CPICrime).

Por outro lado, mesmo com a decisão do ministro Flávio Dino, que mantinha a obrigatoriedade do comparecimento de Mansur, ele não compareceu à CPI. Segundo Contarato, a defesa alegou que o depoente não teve um prazo legal estipulado para sua presença. Em resposta, o presidente da CPI agendou o depoimento para a próxima semana.

Contarato afirmou à Agência Senado: “O advogado dele manteve contato com esta Presidência e ele comparecerá na semana que vem porque não teve prazo estipulado por lei para que pudesse vir hoje, mas já está mantido o comparecimento dele na semana que vem sob pena de ser conduzido coercitivamente.”

A convocação de Mansur atende ao requerimento do próprio Contarato, que busca esclarecimentos sobre a liquidação do fundo pelo Banco Central, decorrente de graves infrações (REQ 179/2026 - CPICrime).

A Polícia Federal (PF) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) estão investigando um esquema de manipulação no mercado financeiro, supostamente envolvendo gestores do Banco Master e da Reag Investimentos.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)


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