Coronel pediu afastamento após esposa PM ser encontrada morta com tiro na cabeça, diz corporação
Coronel pede afastamento após esposa PM ser encontrada morta com tiro na cabeça
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, solicitou afastamento de suas funções na Polícia Militar após a morte de sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos. Ela foi encontrada com um tiro na cabeça no apartamento do casal localizado no Brás, em São Paulo. A informação foi divulgada pela corporação nesta terça-feira, 3 de março de 2026. O caso, inicialmente tratado como suicídio, agora é investigado como "morte suspeita".
A família de Gisele contesta a versão de suicídio, alegando que o relacionamento era marcado por um ambiente tóxico e violência psicológica. A perícia encontrou sangue no banheiro e o laudo indicou que o disparo foi feito com a arma encostada na cabeça. Além disso, o exame para detecção de pólvora deu negativo nas mãos do casal.
Geraldo relatou à polícia que havia discutido com Gisele sobre uma possível separação, e após ir tomar banho, ouviu o disparo. Ao sair do banheiro, encontrou a esposa caída na sala, com uma arma em sua mão. No entanto, a família da soldado refuta essa versão, afirmando que ela sofria controle excessivo por parte do marido.
Detalhes da investigação
A perícia da Polícia Técnico-Científica descobriu manchas de sangue no box do banheiro, onde Geraldo afirmou ter tomado banho antes do ocorrido. O laudo necroscópico confirmou que o tiro foi disparado com a arma encostada no lado direito da cabeça de Gisele. O exame de resíduos de pólvora não indicou traços nas mãos dela nem nas de Geraldo.
O casal vivia junto desde 2024 e a filha de Gisele, de sete anos, não estava presente no momento do disparo.
O 8º Distrito Policial está investigando todas as circunstâncias em torno da morte da soldado e considera solicitar a exumação do corpo para esclarecer dúvidas sobre o caso. Apesar das investigações, Geraldo ainda não é considerado um suspeito formal.
Contexto do relacionamento
De acordo com o que foi relatado por Geraldo, as discussões entre ele e Gisele eram frequentes, especialmente devido a ciúmes dela, que surgiram após boatos sobre possíveis amantes. O coronel mencionou que o casal começou a dormir em quartos separados e que mantinha sua arma guardada em um armário.
A investigação continua em andamento, e a equipe de reportagem busca contato com a defesa de Geraldo para obter mais informações sobre o caso.
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