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Corinthians: empresa liquidada pelo Banco Central ainda assina informes da Neo Química Arena

Corinthians e a Gestão da Neo Química Arena

A Reag, empresa liquidada pelo Banco Central, ainda lidera a administração do fundo responsável pela gestão da Neo Química Arena, estádio do Corinthians.

Essa informação foi encontrada em documentos públicos anexados na CVM pela Arena Fundo de Investimento Imobiliário, disponíveis no sistema da BM&FBOVESPA. O último protocolo foi registrado na semana passada, no dia 18, com referência ao mês de janeiro.

Recentemente, surgiram rumores sobre a possível contratação de Jesse Lingard, ex-jogador do Manchester United, pelo Corinthians.

A ESPN teve acesso à documentação e verificou que a assinatura ainda pertence à Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Imobiliários S/A, a qual foi liquidada pelo BC devido a diversas irregularidades financeiras, em meio a investigações envolvendo a empresa.

Em nota, o clube informou que está em processo de transferência junto ao liquidante e ao novo administrador.

No informe mensal apresentado na semana passada, referente ao primeiro mês do ano, a empresa liquidada afirmou que deixaria R$ 21,8 milhões para "necessidades de liquidez" do fundo.

É importante ressaltar que, no dia 16 de janeiro, o Corinthians divulgou um comunicado informando que recebeu aprovação da Caixa Econômica Federal para substituir a Reag na gestão contábil de sua arena, solicitação feita pelo clube em agosto.

O clube esclareceu que, em agosto de 2025, após a deflagração da Operação Carbono Oculto, iniciou tratativas para a substituição da administradora e da gestora do fundo, em conjunto com a Caixa.

A Reag assumiu a gestão do fundo em 2022 para garantir o fluxo de repasses de valores arrecadados pelo clube, relacionados a uma dívida de R$ 655 milhões.

A empresa é suspeita de envolvimento em fraudes ligadas ao Banco Master e foi alvo das operações Compliance Zero e Carbono Oculto, que investigaram a conexão do PCC com instituições financeiras em São Paulo. A Reag é investigada por crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa e irregularidades contra o sistema financeiro, tendo sido alvo de buscas e apreensões, mas nega qualquer relação com o crime organizado.


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