Fabiano Contarato

Contarato: CPI pode chegar a qualquer um, inclusive ministros do STF

Contarato: CPI pode alcançar a todos, até ministros do STF

O senador Fabiano Contarato (PT), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, afirma que ninguém está acima da lei e critica a recente decisão do ministro Gilmar Mendes de anular quebras de sigilo, que, segundo ele, fere a Constituição. Nesta entrevista, Contarato discute os desafios da CPI em um ano eleitoral e a investigação sobre o Banco Master.

Desde que assumiu a presidência da CPI, Contarato observa que a comissão está passando por momentos críticos, especialmente com o enfoque no caso do Banco Master, em um contexto eleitoral tenso.

Ele enfatiza que a CPI deve ser propositiva, citando a importância de comissões anteriores, como a da Covid, que, apesar das limitações, forçou o governo a tomar ações decisivas em relação à vacinação. Contarato menciona a necessidade de abordar questões como a internação de adolescentes em conflito com a lei e a taxação de grandes fortunas para reduzir desigualdades.

Recentemente, a CPI aprovou oitivas que podem atingir empresas ligadas a figuras influentes, como Dias Toffoli, e o senador acredita que a comissão deve investigar sem restrições. Ele argumenta que, se houver conexão com o Banco Master, a CPI tem a responsabilidade de prosseguir.

Contarato minimiza o potencial dano político que a CPI possa causar ao governo Lula, desde que o trabalho seja comunicado de maneira responsável. Ele destaca a importância de ouvir Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, para entender a evolução do Banco Master.

Sobre a anulação das quebras de sigilo por Gilmar Mendes, o senador considera a decisão inadequada e ressalta que está avaliando as medidas jurídicas cabíveis para contestá-la. Ele critica a forma como a liminar foi concedida, afirmando que contraria normas constitucionais e processuais.

Contarato conclui que a CPI deve seguir seu curso, com a responsabilidade de investigar e apresentar resultados, independentemente de pressões políticas.


← Voltar para as notícias