Cônsul de Israel diz que novo líder do Irã mantém extremismo ideológico
Rafael Erdreich, cônsul-geral de Israel em São Paulo, afirmou que Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo do Irã, mantém ideologias extremistas.
"Mojtaba Khamenei é um exemplo de ideologia extremista", afirmou. "Ele representa continuamente a expansão da revolução e do uso de métodos para destruir o Estado de Israel e ameaçar todo o mundo".
O cônsul reconheceu que a relação entre Brasil e Israel está "em nível mais baixo" após críticas abertas entre os dois governos.
O novo líder supremo do Irã está "provavelmente desfigurado" e não é visto em público desde o início da guerra.
O governo de Benjamin Netanyahu também retirou uma indicação de embaixador para o Brasil em agosto de 2025, ficando sem um representante no país.
O conflito entre Israel e o Irã tem início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.
Mojtaba não é visto em público desde o início da guerra, e os Estados Unidos acreditam que ele tenha sido ferido nos ataques. Segundo fontes, o novo líder teria tido uma fratura no pé e lacerações faciais.
O Irã diz que está atacando apenas as bases dos Estados Unidos na região, mas Erdreich pontuou que o país está "atirando de forma indiscriminada contra centros cívicos".
O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho.
Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.
Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, classificando como um "grande erro".
← Voltar para as notícias