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Conheça Wieliczka, a “cidade” subterrânea feita de sal na Polônia

Conheça Wieliczka, a cidade subterrânea feita de sal na Polônia

Nas profundezas do subsolo polonês, próximo à cidade de Cracóvia, encontra-se um império oculto de cristal: a Mina de Sal de Wieliczka. A extração de sal na região remonta a milênios e se estendeu até o final das operações mineradoras na década de 90. O que antes era um centro industrial medieval se transformou em uma obra-prima da interação entre o tempo e as ações humanas.

Atualmente, o local abriga capelas, museus e esculturas meticulosamente esculpidas no sal, servindo como um testemunho da engenhosidade humana e da rica história geológica. Reconhecida como Patrimônio Mundial da UNESCO em 1978, as operações de extração foram oficialmente encerradas em 1996, quando a mina foi convertida em um destino turístico.

Um tesouro subterrâneo esculpido pelo tempo

A formação geológica da mina remonta a 13,5 milhões de anos, quando um antigo mar europeu se retirou, deixando depósitos de sal na região. No século 18, humanos descobriram o local, que se tornou um dos centros de mineração de sal mais antigos do mundo.

O complexo subterrâneo é uma verdadeira “cidade”, com 245 quilômetros de túneis distribuídos em nove níveis, alcançando profundidades superiores a 300 metros. Dentre as preciosidades do local, destaca-se a Capela de Santa Kinga, esculpida inteiramente em sal.

Ao longo dos anos, a mina foi visitada por figuras históricas como Nicolau Copérnico e Johann Wolfgang von Goethe, consolidando sua importância cultural.

A origem da mina de sal polonesa

As águas marinhas inundaram a bacia aos pés das Montanhas Cárpatos, no centro da Europa, há 13,5 milhões de anos. O recuo gradual dessas águas, causado pelo movimento das placas tectônicas, resultou na formação do sal que compõe o complexo.

Evidências arqueológicas na região mostram ferramentas neolíticas, algumas das mais antigas da Europa Central, utilizadas para a exploração de sal. A salmoura era extraída de fontes naturais e fervida, produzindo sal essencial para temperar e preservar alimentos.

Esse método ancestral persistiu até os séculos XI e XII, quando as fontes começaram a secar, levando à construção de poços e, posteriormente, à mineração em Wieliczka, que se estabeleceu no século XIII como uma das mais antigas minas em funcionamento contínuo do mundo.

Capelas, arte e figuras históricas mergulhadas no subterrâneo

O complexo de Wieliczka abriga mais de 245 quilômetros de túneis, que se estendem por nove níveis a até 327 metros de profundidade. A Capela de Santa Kinga destaca-se como uma joia, esculpida por mineiros no segundo nível, a cerca de 101 metros do solo. O espaço é adornado com símbolos religiosos, incluindo uma estátua do Papa João Paulo II e uma réplica da Última Ceia de Leonardo da Vinci, todas feitas de sal.

Ao longo de sua história, Wieliczka recebeu ilustres visitantes, como Johann Wolfgang von Goethe, Alexander von Humboldt e Nicolau Copérnico, reforçando seu legado cultural e histórico.


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