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Conheça o drone de baixo custo utilizado pelos EUA contra o Irã

Drone de Baixo Custo Utilizado pelos EUA em Conflito com o Irã

O Exército dos Estados Unidos anunciou a utilização de drones de ataque de baixo custo em operações contra o Irã, marcando um novo capítulo no conflito iniciado em 28 de outubro. De acordo com um comunicado, os desvios foram realizados pelo Grupo de Ataque Scorpion, vinculado ao Comando Central (Centcom), durante a “Operação Fúria Épica”.

Os militares destacaram que se tratam de drones de ataque unidirecionais, conhecidos como modelos “kamikaze”, inspirados nos drones Shahed utilizados pelo Irã e que têm sido exportados para aliados, como a Rússia.

“Pela primeira vez na história, estamos empregando drones de ataque unidirecionais em combate”, afirmou o Exército, ressaltando que os novos sistemas representam uma “retaliação fabricada nos EUA”.

O modelo desenvolvido pelos norte-americanos é chamado Lucas, sigla para Sistema Não Tripulado de Baixo Custo de Ataque e Combate. Em um vídeo divulgado, o drone é mostrado em operação. Segundo o comunicado, o drone possui longo alcance, autonomia de voo e pode ser lançado através de diferentes meios, como catapultas, sistemas móveis terrestres, veículos e até decolagem assistida por foguete.

Emprego de Drones em Outras Missões

O Pentágono não especificou onde e em que circunstâncias os drones foram utilizados. Até então, as forças dos EUA haviam priorizado mísseis em suas operações na região, incluindo a missão que resultou na morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, no último sábado.

O Irã é amplamente reconhecido pela produção de drones de ataque, com a família Shahed oferecendo versões para diversas finalidades, desde operações ofensivas até modelos voltados para monitoramento e reconhecimento. Esses drones têm desempenhado um papel significativo em conflitos recentes, como a guerra na Ucrânia.

O Grupo de Ataque Scorpion foi criado recentemente pelo Exército dos EUA, focando especificamente em drones de ataque de baixo custo no Oriente Médio. Anunciada em dezembro de 2025, a divisão tem como objetivo reduzir a defasagem tecnológica em relação ao programa iraniano.

A incorporação desses novos drones indica uma mudança tática nas operações norte-americanas, enfatizando sistemas mais acessíveis e escaláveis, em contraste com a predominância de armamentos de alto custo, como mísseis de precisão.

Vitória Lopes Gomez é jornalista formada pela UNESP e redatora no Olhar Digital.


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