Congresso volta do carnaval com CPI do Crime Organizado e depoimento do diretor da Meta
Congresso retoma atividades com foco na CPI do Crime Organizado
A próxima semana marcará a volta do Congresso Nacional, que terá como prioridade a Comissão Parlamentar de Inquérito dedicada ao crime organizado no Brasil. Na terça-feira (24), está agendada uma oitiva com o diretor-geral da Meta no Brasil, Conrado Leister. O objetivo é investigar como plataformas digitais, como Facebook e Instagram, têm sido utilizadas para promover atividades ilícitas e financiar organizações criminosas.
Recentemente, jornais brasileiros relataram que a Meta obteve um lucro de aproximadamente US$ 16 bilhões em 2024 com anúncios de golpes e produtos ilegais, representando cerca de 10% da receita anual da companhia.
O senador Alessandro Vieira (MDB-AL), responsável pelo convite ao depoimento, destacou que a investigação foca na natureza desses anúncios, que expuseram milhões de usuários a fraudes em comércio eletrônico, investimentos fraudulentos, cassinos ilegais e venda de produtos médicos proibidos. Segundo ele, esses anúncios podem ter se tornado fontes de receita e métodos de lavagem de dinheiro para facções criminosas.
Na quarta-feira (25), a CPI ouvirá o ex-deputado estadual do Rio de Janeiro, Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias. Ele foi preso em setembro sob acusação de intermediar a compra e venda de armas para o Comando Vermelho e de favorecer a organização criminosa.
A comissão também poderá votar requerimentos relacionados ao caso do Banco Master, incluindo convites aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), José Antonio Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
Além disso, o Congresso realizará sessões deliberativas e discutirá 10 projetos de lei em regime de urgência. Um dos principais temas será a quebra de patente das canetas emagrecedoras Mounjaro e Zepbound, com a proposta de que empresas interessadas na produção desses medicamentos paguem apenas uma taxa aos detentores da patente.
Outro projeto em pauta é o marco do transporte urbano, que visa transformar o sistema e introduzir a tarifa zero, algo que parecia inviável anos atrás. O Projeto de Lei 3.278 propõe uma nova abordagem para o financiamento do transporte público, priorizando critérios como pontualidade, disponibilidade e satisfação do passageiro para a remuneração das empresas prestadoras do serviço.
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