Confederação Brasileira de Vôlei se posiciona sobre polêmica com Tiffany e aguarda decisão do STF
Confederação Brasileira de Vôlei se manifesta sobre polêmica envolvendo Tifanny
A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) informou que está tomando todas as medidas jurídicas necessárias para assegurar a participação de atletas regularmente inscritas na Copa Brasil.
Esse posicionamento surge após a Câmara Municipal de Londrina aprovar um requerimento que visa impedir a atuação da oposta Tifanny Abreu, do Osasco São Cristóvão Saúde.
De acordo com a CBV, Tifanny está habilitada a jogar conforme a política de elegibilidade para atletas trans implementada pela própria confederação. A questão foi levada ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde a CBV argumenta que a lei municipal mencionada pelos vereadores é inconstitucional.
O processo está sob a relatoria da ministra Cármen Lúcia. O pedido foi protocolado na quarta-feira, 25, e a expectativa é que uma definição seja dada ainda nesta sexta-feira, 27, antes das partidas da competição.
A controvérsia começou após vereadores de Londrina referirem-se a uma lei municipal promulgada em 2024, que proíbe a participação em eventos esportivos de atletas "cujo gênero seja identificado em contrariedade ao sexo biológico de nascimento". Com base nessa legislação, Tifanny não poderia jogar na partida contra o Flamengo, marcada para as 18h30 (horário de Brasília).
O descumprimento dessa lei municipal pode resultar em suspensão do alvará do evento, além de multa de R$ 10 mil e possíveis sanções a patrocinadores.
Tifanny, que compete no voleibol feminino desde 2017, realiza exames regulares para comprovar que seus níveis de testosterona estão dentro dos limites estabelecidos pelas normas da modalidade. A decisão do STF será crucial para determinar se a atleta poderá entrar em quadra em Londrina.
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