Condenado por plano de golpe, presidente do IVL segue foragido há 2 meses
Presidente do IVL segue foragido há dois meses
Desde 27 de dezembro do ano passado, Carlos Cesar Rocha, presidente do IVL (Instituto Voto Legal), é procurado pela Polícia Federal (PF).
Ele é alvo de um mandado de prisão domiciliar assinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e foi buscado em um sábado de manhã, durante uma operação que visava prender dez condenados pelo plano de golpe de Estado de 2022. Ele foi o único que não foi encontrado.
A ação foi desencadeada após a fuga de Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF (Polícia Rodoviária Federal), que foi detido no Paraguai ao tentar embarcar para o Panamá com um documento falso, após romper sua tornozeleira eletrônica.
De acordo com integrantes da PF ouvidos pela CNN, os agentes entraram em contato com o advogado de Rocha, que informou ter falado com o cliente. Rocha revelou que havia mudado de endereço, mas não revelou sua nova localização e encerrou a ligação.
A defesa de Rocha confirmou a informação e afirmou que, ao tentar contato, o cliente apenas disse que havia mudado de endereço e não forneceu mais detalhes. Após esse episódio, os advogados Melillo Dinis do Nascimento e Gladys Nascimento protocolaram um recurso de embargos de declaração na tentativa de reverter a condenação.
A PF aguarda uma nova decisão do STF em relação ao foragido para intensificar os esforços de localização.
Carlos Rocha foi condenado a uma pena de sete anos e seis meses de reclusão em regime inicial semiaberto, além de multa, por organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
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