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Como Maria Silveira deixou o comércio familiar e virou referência no day trade

Como Maria Silveira deixou o comércio familiar e virou referência no day trade

Atualizado 18 horas atrás

A trajetória de Maria Silveira no mercado financeiro não nasceu de um plano calculado. Antes de ser reconhecida pela leitura precisa dos gráficos, ela viveu anos de trabalho em comércio noturno, em uma rotina desgastante e distante de qualquer ambição ligada ao mercado. No entanto, a virada começou muito antes do primeiro trade lucrativo — e longe das telas e dos gráficos.

Convidada do episódio 4 da 4ª temporada do programa Mapa Mental, do canal GainCast, ela detalha como a vida fora do gráfico moldou sua mentalidade para o risco.

A vida fora do gráfico

Maria Silveira cresceu em Umuarama e criada em Guaratuba. Desde a infância, conviveu com a lógica de “fazer acontecer” dentro do comércio dos pais, onde passou boa parte da adolescência trabalhando até altas horas. Nessa rotina, a pressão financeira levou a buscar trabalho fora de casa pela primeira vez.

A pressão financeira

Com a chegada da pandemia, a estrutura familiar desmoronou. As vendas despencaram, o comércio passou a funcionar apenas duas horas por dia e, consequentemente, a renda desapareceu. Diante desse cenário, a pressão financeira levou Silveira a buscar trabalho fora de casa pela primeira vez.

O primeiro choque

A primeira provocação que mudou sua vida foi a ideia de estudar investimentos. A esposa, que sempre dividia o trabalho com ela, acordou certa manhã com uma ideia: estudar investimentos. Silveira não levou a sério no início, mas decidiu confiar e mergulhar nas leituras básicas do mercado.

O primeiro trade

O plano inicial era aprender a investir — mas, na prática, a falta de capital tornava essa estratégia inviável. Foi justamente essa limitação que abriu espaço para uma alternativa mais dinâmica dentro do mercado financeiro. “A pessoa pode começar a investir com pouco, mas ela tem que ter esse pouco. Tem que sobrar R$200, R$300”, conclui.

A virada

A virada aconteceu quando descobriu, pela primeira vez, o conceito de day trade. Ao contrário do investimento tradicional, não era necessário ter grandes quantias para começar e, justamente por isso, para quem vivia na instabilidade financeira, aquilo parecia um caminho possível.

A mudança de mentalidade

Assim, munida de livros e da determinação que sempre guiou sua vida, Silveira iniciou os estudos na conta demo, ainda sem técnica e sem contexto. No entanto, a confiança inicial logo se transformou no primeiro choque de realidade.

A disciplina

Com mais clareza emocional, planejamento e técnica, ela percebeu que poderia construir a própria vida — e viver do trade. A primeira compra feita com dinheiro do mercado, conta ela, foi o cachorro Elliot, símbolo da nova fase. Não era sobre consumo: era sobre independência financeira, autonomia e a confirmação de que o mercado financeiro poderia, de fato, mudar sua vida.

A nova rotina

O começo no real e o impacto emocional

Com R$500 reunidos após meses de trabalho, Silveira fez sua primeira entrada real. A sensação de evolução durou poucos dias: dobrou o capital na primeira semana, quebrou tudo na segunda. A oscilação de emoções expôs o primeiro grande obstáculo psicológico que enfrentaria no mercado. “Quando eu perdi, meu Deus, eu sou a pior. Não tem cabimento. Como eu posso ter perdido?”, comenta.

A reconstrução de uma carreira

A partir desse ponto, a vida de Silveira tomou outro ritmo. Ela reorganizou a rotina, ajustou expectativas, aceitou a existência do stop e passou a estudar de forma estruturada.

Os primeiros resultados positivos

Os primeiros resultados positivos começaram a surgir quando desenvolveu maturidade suficiente para lidar com perdas e compreendeu que o processo de evolução exigia tempo, método e autoconhecimento. “Eu aprendi a ler o preço. Eu comecei a me sentir mais segura, foi quando eu comecei a arriscar um pouco mais”, explica.

A confirmação de que o mercado financeiro poderia mudar sua vida

A primeira compra feita com dinheiro do mercado, conta ela, foi o cachorro Elliot, símbolo da nova fase. Não era sobre consumo: era sobre independência financeira, autonomia e a confirmação de que o mercado financeiro poderia, de fato, mudar sua vida.

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