Como manter a Lei da Aprendizagem relevante no futuro do trabalho
Como manter a Lei da Aprendizagem relevante no futuro do trabalho
A Lei da Aprendizagem completa 25 anos, com mais de 700 mil aprendizes ativos, demonstra o potencial transformador que essa política pode desempenhar no futuro do trabalho. No entanto, para garantir que essa força se mantenha relevante, é fundamental modernizar a forma como a aprendizagem é implementada e alinhada com as necessidades do mercado de trabalho.
Principais Tópicos
A Lei da Aprendizagem completa 25 anos com quase 700 mil aprendizes ativos e impacto positivo na renda e empregabilidade juvenil. No entanto, o programa opera aquém do potencial, com empresas preferindo multas a programas eficazes e apenas 60% do potencial mínimo preenchido. Cerca de 62% dos aprendizes estão em funções administrativas vulneráveis à automação e à IA, preparando jovens para cargos que tendem a diminuir. Apenas cerca de 15% dos jovens aprendizes são efetivados, criando um efeito de “porta giratória” por falta de alinhamento da formação com o mercado.
Para os próximos 25 anos, é essencial investir na qualidade da formação com currículos alinhados à economia digital, uso de dados e fortalecimento do vínculo com o mercado.
Evitar o cenário de uma pirâmide invertida
A automação tende a reduzir vagas de entrada, criando uma pirâmide invertida, com menos posições júnior, maior exigência por experiência e jovens cada vez mais empurrados para a informalidade após o contrato. É fundamental escolher estratégias para modernizar a formação, fortalecer o vínculo com o mercado e investir na qualidade formativa.
Investir na qualidade formativa
Os currículos precisam evoluir para desenvolver competências alinhadas à realidade atual do mercado e à economia digital, como pensamento crítico, resolução de problemas, análise de dados, comunicação e uso produtivo de ferramentas de inteligência artificial.
Escalar com equidade regional
Interiorizar a aprendizagem, apoiar modelos remotos ou híbridos regulados e fortalecer a oferta de formação de qualidade em regiões com alta informalidade é essencial para que a política continue funcionando como um amortecedor de desigualdades.
Fortalecer o vínculo com o mercado
Empresas que encaram a aprendizagem como estratégia de formação de talentos, e não apenas como obrigação legal, mostram que altas taxas de efetivação são possíveis. Políticas públicas precisam ter flexibilidade para considerar os diferentes "Brasis" que coexistem no país e incentivar esse comportamento, premiando boa formação e retenção.
Para garantir a sustentabilidade do programa, é fundamental
* Investir na qualidade formativa com currículos alinhados à economia digital, uso de dados e fortalecimento do vínculo com o mercado.
* Escolher estratégias para modernizar a formação, fortalecer o vínculo com o mercado e investir na qualidade formativa.
* Interiorizar a aprendizagem, apoiar modelos remotos ou híbridos regulados e fortalecer a oferta de formação de qualidade em regiões com alta informalidade.
* Fortalecer o vínculo com o mercado, incentivando a formação de talentos e a retenção no mercado.
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