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Como imprensa internacional noticiou prisão de Vorcaro e reviravolta no caso Master: 'toque de violência ao escândalo'

Como imprensa internacional noticiou prisão de Daniel Vorcaro e reviravolta no caso Master: 'toque de violência ao escândalo'

A prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e os detalhes que vieram à tona nos últimos dias sobre a rede de contatos do banqueiro com políticos e juízes e seu aparato para intimidar opositores repercutiram também na imprensa internacional. O jornal britânico Financial Times afirmou que a detenção representa "uma escalada significativa na investigação de suspeita de fraude e lavagem de dinheiro no Banco Master, que faliu no ano passado com prejuízos estimados em mais de R$ 40 bilhões, na maior falência bancária do Brasil em uma geração".

Vorcaro havia sido detido em novembro do ano passado, no aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos, e solto alguns dias depois, quando sua prisão preventiva foi substituída pelo monitoramento por tornozeleira eletrônica. Na última quarta-feira (4/4), ele foi preso novamente, levado a um centro de detenção provisório em Guarulhos e depois encaminhado à penitenciária de Potim, no interior de São Paulo, no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura as suspeitas de fraude na instituição financeira.

A segunda prisão de Vorcaro também afetou a imprensa internacional, que noticiou a reviravolta no caso Master. O jornal britânico Financial Times afirmou que a detenção representa "uma escalada significativa na investigação de suspeita de fraude e lavagem de dinheiro no Banco Master, que faliu no ano passado com prejuízos estimados em mais de R$ 40 bilhões, na maior falência bancária do Brasil em uma geração".

O texto também destacou que a novela da prisão de Vorcaro poderia afetar a confiança em algumas das instituições mais poderosas do Brasil, como o Banco Central. Segundo a investigação da Polícia Federal, a mensagem direcionada a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, que lideraria a parte operacional do grupo apelidado de "a turma", seria um ato de intimidação contra o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e o juiz Alexandre de Moraes.

As investigações apontam que o banqueiro teria utilizado sua influência para monitorar e ameaçar adversários, ex-funcionários e jornalistas. No entanto, a defesa de Vorcaro questionou as acusações, enquanto a de Zettel disse que está à disposição das autoridades e que não conhece o teor do que foi imputado contra ele. A Polícia Federal afirmou que as investigações estão em andamento para esclarecer os fatos.


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