Veneziano Vital do Rêgo

Comenda Ceci Cunha destaca participação da mulher na política

Comenda Ceci Cunha homenageia mulheres na política

Oito mulheres foram agraciadas na primeira edição da Comenda Ceci Cunha, em uma sessão realizada no Plenário do Senado nesta terça-feira, 24 de fevereiro de 2026. A premiação visa reconhecer aquelas que se destacaram nas atividades legislativas ou executivas em esferas federal, estadual, distrital ou municipal.

A proposta da homenagem (PRS 64/2023) foi defendida pelo senador Magno Malta (PL-ES). Durante a cerimônia, a presidente da sessão, senadora Dra. Eudócia (PL-AL), enfatizou que a data da premiação coincide com o aniversário de 94 anos da conquista do direito ao voto feminino. Esse marco histórico facilitou a participação das mulheres na política e a ocupação de espaços de liderança, promovendo uma sociedade mais justa e representativa.

A senadora destacou que a Comenda Ceci Cunha se insere nesse legado. “Ela homenageia mulheres que transformam a vida pública brasileira e mantêm viva a chama da igualdade, da democracia e dos direitos. Celebrar este prêmio nesta data é reafirmar que a democracia se realiza plenamente quando as mulheres participam, decidem e lideram”, afirmou.

O nome da comenda é uma homenagem a Josefa Santos Cunha, popularmente conhecida como Ceci Cunha, mãe do ex-senador e atual vice-prefeito de Maceió, Rodrigo Cunha. Professora e médica, Ceci atuou como vereadora de Arapiraca (AL) por dois mandatos consecutivos e foi deputada federal de 1995 a 1998, quando foi assassinada por ordem de seu suplente.

Ceci foi uma das homenageadas na primeira edição da comenda (in memoriam) e foi representada por seus filhos, Rodrigo e Adriana Cunha. “O legado de Ceci Cunha continua vivo. Ele está nas pessoas que conviveram com ela e em cada mulher que decide fazer a diferença na vida dos outros, em todo o Brasil”, declarou Rodrigo.

A escolha das agraciadas ocorreu em dezembro de 2025, por um conselho composto por nove senadores. Além de Ceci, foram homenageadas:

Célia Rocha — médica pediatra e ex-prefeita de Arapiraca (AL);

Eunice Michiles (representada por seu filho Darcy Humberto Michiles) — primeira mulher a ocupar uma cadeira no Senado, eleita pelo voto popular em 1979;

Leany Lemos — servidora do Senado e CEO do Instituto Trajetórias;

Linamara Battistella — médica e professora da USP;

Maria Luíza Fontenele — professora e primeira mulher eleita prefeita de uma capital brasileira em Fortaleza, em 1985;

Nilda Gondim — ex-senadora e ex-deputada;

Sheila de Carvalho — advogada ativista dos direitos humanos, reconhecida pela ONU com o prêmio de uma das 100 Pessoas de Descendência Africana Mais Influentes do Mundo.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) ressaltou a importância da premiação na história do Brasil. Ela destacou que, apesar dos 200 anos do Senado, a primeira mulher ocupou uma cadeira na Casa há menos de 50 anos.

“Quando as pessoas visitarem o Senado, este dia será lembrado como um momento histórico, quando a Casa eterniza o nome de Ceci Cunha e homenageia oito mulheres incríveis”, disse.

Para a senadora Leila Barros (PDT-DF), a premiação inaugura uma tradição que celebra trajetórias femininas de competência e compromisso. “Ao instituir essa comenda, o Senado não apenas homenageia Ceci, mas reafirma que a violência nunca silenciará a força das mulheres na política”, afirmou.

A senadora Mara Gabrilli (PSD-PB) acredita que o prêmio abrirá portas para maior envolvimento na luta contra a violência de gênero. “Esse prêmio é uma semente transformadora”, disse.

O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), filho da homenageada Nilda Gondim, destacou o trabalho da Bancada Feminina do Senado e os avanços no combate à violência contra a mulher, enfatizando a importância de se ter inspirações como Ceci Cunha.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)


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