Combate ao feminicídio é uma responsabilidade coletiva e imediata
Cada feminicídio revela uma sociedade em colapso
Março se inicia sob o signo das homenagens às mulheres, mas o país tem visto um aumento nos homicídios contra mulheres, uma realidade que reflete uma sociedade em desordem.
Cada um desses casos é uma sombra da nossa história, uma maldição que nos impede de viver com a dignidade que merecemos. O feminicídio não é apenas um crime de violência, mas também um reflexo da nossa sociedade de machismo e patriarcalismo.
Nossa luta não será fácil, mas é necessária. Precisamos de políticas públicas estruturais para combater essa realidade e garantir que todos as mulheres tenham a oportunidade de viver com autonomia e dignidade.
O Projeto Rio Lilás é um exemplo disso. Lançado em 2025 pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o projeto visa prevenir o feminicídio através da educação precoce de risco e da articulação com a rede de proteção. A ideia é que, antes que a violência atinja seu desfecho mais extremo, possamos interromper a sequência de violências que poderiam salvar vidas.
Nossa luta é um processo contínuo, mas é fundamental. Precisamos de educação para a igualdade de gênero, políticas públicas estruturais e uma sociedade que reconheça e respeite o direito das mulheres de viver com autonomia e dignidade.
A morte de uma mulher de 31 anos, mãe de dois filhos, atropelada e arrastada por um quilômetro, ou a de uma jovem assassinada durante seu horário de trabalho em um shopping center, escancara uma realidade que insiste em se repetir. Ambas foram mortas por serem mulheres e por terem rompido com uma relação afetiva.
O feminicídio não é um crime isolado, mas um crime de poder. É um crime que expressa a tentativa de reafirmação do controle sobre o corpo e a vida das mulheres. Quando uma mulher rompe com a ordem patriarcal e se recusa à submissão, sua vida passa a correr risco.
É fundamental que homens questionem padrões de masculinidade baseados no controle, na violência e na ideia de posse. Eles devem educar meninos para o respeito, o diálogo e a igualdade, e se posicionarem ativamente contra a violência.
A educação é a chave para prevenir o feminicídio. É preciso investir em educação para a igualdade de gênero, para que as mulheres possam viver com autonomia e dignidade. É preciso também aplicar a Lei Maria da Penha na Justiça do Trabalho, para que as vítimas possam receber a justiça que merecem.
Nossa luta é uma luta de toda a sociedade. Precisamos de todos para combater esse crime.
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