Arlindo Cruz

Com homenagens a Arlindo Cruz, Preta Gil e Jorge Aragão, Monobloco encerra o Carnaval de Rua do Rio com energia contagiante

Encerramento do Carnaval de Rua do Rio com Homenagens

Com o tema “Pode entrar que a casa é sua”, o Monobloco atraiu cerca de 80 mil foliões ao Circuito Preta Gil, no Centro do Rio, encerrando o Carnaval de Rua na manhã deste domingo, 22 de fevereiro. O desfile destacou homenagens a ícones como Arlindo Cruz, Jorge Aragão e a cantora Preta Gil, que dá nome ao circuito.

O presidente da Riotur, Bernardo Fellows, comentou sobre a importância do evento: “Em 2026, mostramos que o Rio segue como referência no carnaval de rua, cada vez mais preparado para receber essa grande festa. O encerramento com o tradicional desfile do Monobloco simboliza esse trabalho. Entregamos um Carnaval organizado e alegre por toda a cidade.”

Arlindo Cruz, um dos grandes nomes do samba carioca, foi lembrado com canções como “O show tem que continuar” e “Samba de Arerê”, que ecoaram entre os foliões. Preta Gil também foi homenageada, emocionando a multidão com “Só o Amor” e “Sinais de Fogo”.

“Quero agradecer a todos vocês que acompanham o Monobloco todos esses anos. Essa é a colação de grau dos nossos ritmistas em grande estilo,” exaltou o cantor Pedro Luís. O repertório incluiu a nova canção “De Mala e Cuia”, um sucesso do álbum Dominguinho, de João Gomes, Mestrinho e Jotapê.

O desfile contou ainda com as composições de Jorge Aragão, que fizeram parte do novo álbum do Monobloco, “Mar de Aragão”, com sucessos como “Eu e você sempre” e “Papel de Pão”.

Em seu 26º desfile, o Monobloco manteve clássicos como “É hoje” e “Taj Mahal”, garantindo a animação de todos que não queriam que a folia terminasse. O bloco também trouxe participações especiais, como a de Mariá, esposa de José Gil, que cantou “Sinais de Fogo”, e Chico Chico, filho de Cássia Eller.

“Na década de 90 conheci uma figura que é uma das maiores vozes da MPB. E hoje eu tenho a honra de chamar o filho dela pra cantar aqui no Monobloco,” disse Sidon Silva ao anunciar Chico Chico.

Milene Mouras, percussionista do Monobloco, fez seu primeiro desfile e compartilhou sua alegria: “Sou fã do Monobloco e já vinha para o desfile. Ano passado consegui entrar na oficina e hoje é a realização de um sonho.”

Rita Oliveira, moradora de Santíssimo, acompanhou o Monobloco desde seus primeiros desfiles na orla da Zona Sul: “É uma história de amor com o Monobloco. Esse bloco eu não largo. Hoje estou casada, tenho duas filhas adolescentes e elas vêm comigo todos os anos.”

Com uma parceria de 11 carnavais, integrantes do tradicional Cacique de Ramos marcaram presença. Luiz Carlos Lima, conhecido como Boneco do Cacique, falou sobre essa colaboração: “Acabou virando uma tradição desfilar junto com o Monobloco. Todo ano é uma sensação indescritível.”

O Monobloco é conhecido pela diversidade de ritmos, incluindo pop, funk, pagode, forró, axé e MPB, além de clássicos como “Peguei um Itá no Norte”. “O desfile é sempre um grande passeio pela música brasileira,” destacou Celso Alvim, mestre de bateria do bloco.

Criado em 2000, o Monobloco se consolidou como uma referência na renovação dos blocos de rua no Rio, formando centenas de ritmistas e construindo uma bateria reconhecida pela sua potência sonora e diversidade rítmica.

A programação completa de blocos de rua do Carnaval 2026 contou com 427 desfiles, atraindo um público animado por todas as regiões da cidade.


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