Cleitinho afirma que não abre mão de candidatura ao governo de MG
Cleitinho defende sua candidatura ao governo de Minas Gerais
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) respondeu às críticas sobre sua preparação para assumir o governo de Minas Gerais, afirmando que não está pronto para roubar ou acomodar amigos em cargos comissionados.
Em meio a essa polêmica, ele destacou ser o único capaz de “varrer” o PT do estado, especialmente com a pré-candidatura de Rodrigo Pacheco (PSD), que conta com o apoio do presidente Lula (PT). Cleitinho reafirmou que não abrirá mão de sua candidatura ao governo mineiro. A disputa ainda conta com o vice-governador Mateus Simões (PSD), que assumirá o Executivo em março, quando Romeu Zema (Novo) se desincompatibilizará para concorrer à Presidência da República.
Em entrevista à revista Timeline, o senador afirmou que consideraria desistir da candidatura caso algum outro nome liderasse as pesquisas internas de partidos da direita. Contudo, ressaltou que atualmente ocupa a primeira posição e não vê motivos para recuar. Ele mencionou que seus eleitores têm afinidades com os de Nikolas Ferreira, e, por isso, a concorrência entre eles não faz sentido.
Cleitinho, com mais de 40% nas intenções de voto, questionou: “Por que tenho que abrir mão? Se a direita tem que estar unida, por que não pode me apoiar?”.
Ele também se defendeu das críticas sobre seu suposto despreparo para o cargo, afirmando que está preparado para defender o povo mineiro e não para práticas corruptas. O senador interrompeu o entrevistador em um momento de fervor, exclamando: "Deixa eu falar, deixa eu falar!"
Recentemente, houve uma reunião entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), abordando a formação do palanque da extrema-direita em Minas Gerais para 2026. Esse encontro é visto como crucial para unificar a estratégia do partido no estado.
A conversa surgiu em um contexto de anotações atribuídas a Flávio, pré-candidato ao Palácio do Planalto, que revelaram incertezas internas sobre a disputa mineira e ampliaram o debate no partido.
Dentro do diretório estadual, duas correntes estão se formando. Uma parte defende o apoio a Cleitinho, acreditando que ele possui apelo popular e alinhamento com o eleitorado conservador. Já outra ala, próxima a Nikolas, considera estratégica uma aliança com o vice-governador Mateus Simões, argumentando que isso ampliaria a base de prefeitos e garantiria acesso à estrutura administrativa estadual.
Parlamentares comentaram que a decisão final sobre o apoio ao governo e à vaga no Senado dependerá do ex-presidente Jair Bolsonaro. Enquanto isso, o PL mineiro permanece dividido entre lançar uma candidatura própria ou formalizar uma aliança externa, e a expectativa é que a reunião em Brasília defina os próximos passos para o projeto eleitoral no estado.
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