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Citadel rebate Citrini e diz que não há evidência de “fim do mundo” por causa da IA

Citadel contesta relatório da Citrini sobre IA e cenários apocalípticos

26/02/2026 10h31

Atualizado há 6 minutos

Após o relatório da Citrini Research prever uma "crise global de inteligência" em 2028, com desemprego acima de 10% e uma queda significativa no mercado, a Citadel Securities emitiu uma resposta direta à análise.

No documento divulgado na última terça-feira (24), a maior market maker do mundo argumenta que a visão proposta pela Citrini é puramente hipotética e carece de suporte nos dados atuais sobre emprego, investimentos e adoção tecnológica.

A Citadel baseia sua argumentação em números atuais para contestar a ideia de um colapso iminente. De acordo com a empresa, a taxa de desemprego nos Estados Unidos gira em torno de 4,3%, bem distante do índice de dois dígitos previsto pela Citrini para 2028. “Não há evidência, nos dados atuais, de uma substituição ampla e imediata de trabalho humano”, afirma o relatório.

Investimentos em IA superam US$ 650 bilhões

O estudo também ressalta que os investimentos em infraestrutura de inteligência artificial totalizam aproximadamente US$ 650 bilhões, representando cerca de 2% do PIB americano, com a construção de milhares de novos data centers em andamento. Para a Citadel, essa movimentação reflete uma expansão da capacidade produtiva, ao invés de uma retração econômica.

A Citrini mencionou um conceito chamado "PIB fantasma", no qual a produção gerada por máquinas seria registrada nas estatísticas, mas não se manifestaria em consumo, uma vez que "máquinas não gastam". A resposta da Citadel questiona essa lógica, afirmando que “ganhos de produtividade não desaparecem da economia”. De acordo com a análise, a renda gerada pelo capital tende a retornar através do consumo, investimento ou políticas fiscais.

A análise ainda observa que os investimentos são justificáveis apenas quando há expectativa de demanda futura. “Não é economicamente racional expandir a capacidade produtiva de forma indefinida sem renda para absorver essa produção”, afirma o relatório.

A velocidade da adoção tecnológica também é um ponto central da discussão. Enquanto a Citrini descreve um ciclo rápido de demissões, redução do consumo e contágio financeiro, a Citadel defende que a introdução de novas tecnologias segue um padrão gradual. “A difusão tecnológica historicamente ocorre ao longo de anos, não de trimestres”, conclui a análise, fazendo referências a ondas anteriores de inovação.

Além disso, a Citadel argumenta que existem limites econômicos e regulatórios para a substituição total do trabalho humano, como custos de capital, energia e a necessidade de supervisão. “Produtividade mais alta é, historicamente, uma força de expansão econômica, não de contração”, finaliza o relatório.


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