Cid Gomes

Cid Gomes e a liderança do elmanismo

Expectativa em torno de Cid Gomes nas eleições cearenses

A expectativa é alta em relação ao papel de Cid Gomes (PSB) nas próximas eleições no Ceará. Ele é aliado do governador Elmano de Freitas (PT), enquanto seu irmão, Ciro Gomes (PSDB), deve ser o candidato de oposição. Elmano indicou que a coordenação da campanha contará com Cid e Camilo Santana. Contudo, sinais de distanciamento entre os dois ex-governadores têm surgido, já que Camilo se tornou o principal líder político do estado.

Neste cenário, Cid poderia assumir um papel central na campanha para fortalecer Elmano, buscando contrabalançar a influência de Camilo na base aliada.

Assim como em 2022, quando ele se afastou da disputa, a atenção se volta novamente para Cid em 2026. O irmão, Ciro, está se preparando para concorrer ao governo, e Cid considera isso um possível “maior constrangimento” de sua trajetória.

Independentemente das movimentações ao redor da candidatura de Ciro, Cid reafirma seu compromisso de apoiar a reeleição de Elmano. O governador expressou o desejo de contar com Cid na coordenação da campanha, algo que o senador se prontificou a fazer “de corpo e alma”.

Entretanto, Elmano pretende incluir Camilo na coordenação. Essa decisão pode ser problemática?

O governador desmentiu rumores de desavenças com Camilo, afirmando que a relação entre eles é harmoniosa, e manifestou confiança em Cid como um dos principais expoentes do PSB no estado.

No entanto, o compromisso de Cid é prioritariamente com Elmano, e isso pode não se traduzir em apoio caso o ministro da Educação decida concorrer.

Recentemente, Cid se manifestou de forma contundente contra a iminente saída de Camilo, que deve ocorrer até o início de abril, considerando-a um “fantasma” para Elmano.

Estará Cid disposto a assumir a liderança do elmanismo, em contrapartida ao camilismo?

O atual grupo governista no Ceará se consolidou em 2007. Embora Ciro Gomes fosse a principal figura pública, Cid foi o líder, eleito governador em 2006. Camilo, por sua vez, foi eleito em 2014 para dar continuidade a essa linha. O camilismo se consolidou entre 2021 e 2022. Elmano, no cargo desde 2023, já possui um grupo próprio? Existe um elmanismo?

Ao assumir, Elmano frequentemente destacava, em eventos com a presença de Camilo, que o ministro era o político mais relevante do estado e seu líder.

Quem é a cota pessoal de Elmano dentro do governo? Waldemir Catanho (PT) era parte do grupo da deputada Luizianne Lins (PT) e deixou a Articulação Política para concorrer em Caucaia. Após as eleições, foi realocado no Detran. Max Quintino, que era da Casa Civil, ganhou novo status, mas também enfrentou questionamentos. Atualmente, comanda o Complexo do Pecém, enquanto Chagas Vieira, seu sucessor, é próximo a Camilo.

Nelson Martins está na articulação política, sendo uma figura de confiança tanto para Elmano quanto para Camilo e Cid, e é um dos principais nomes no governo ao longo das duas últimas décadas.

A vice-governadora Jade Romero (MDB), após a saída de Onélia Santana, ocupa agora uma pasta importante e é uma das figuras que mais se associa a Elmano.

Portanto, o elmanismo ainda não está consolidado. Existe um certo mal-estar entre os Ferreira Gomes e Camilo, evidenciado por declarações recentes dos irmãos Ivo e Lia Gomes, que criticaram o ministro, mas pouparam o governador.

Os Ferreira Gomes têm exercido influência na política cearense há quase 40 anos. Neste momento, buscam protagonismo em duas frentes: enfrentando Ciro e fortalecendo Elmano, visando equilibrar a força de Camilo.


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