Cid diz em delação que Carlos Bolsonaro comandava ...
Cid revela em delação que Carlos Bolsonaro liderava 'gabinete do ódio'
Em uma colaboração premiada com a Polícia Federal, o tenente-coronel Mauro Cid, ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, declarou que Carlos Bolsonaro era o responsável pelo suposto "gabinete do ódio" no Palácio do Planalto. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, retirou o sigilo do documento nesta quarta-feira, 19 de outubro.
Esse grupo, conhecido como "gabinete do ódio", estava sob investigação da Polícia Federal por criar e disseminar informações falsas com o objetivo de atacar autoridades, instituições, o processo eleitoral e os poderes da República. A estrutura era composta por três homens que atuavam em uma pequena sala no terceiro andar do Palácio. Segundo Cid, eles estavam subordinados a Carlos Bolsonaro, que determinava o que deveria ser publicado nas redes sociais.
Mauro Cid revelou que as postagens no Facebook e no WhatsApp eram feitas pelo próprio ex-presidente, incluindo mensagens de notícias falsas ou ataques aos ministros do STF. Carlos era responsável por gerenciar as outras contas do ex-presidente, como Instagram e Twitter.
O gabinete também mantinha interação com influenciadores que apoiavam o governo de Jair Bolsonaro, indicando conteúdos a serem publicados.
Em outro trecho da delação, Cid mencionou a proximidade com influenciadores. No dia 12 de dezembro de 2022, por exemplo, após a prisão do cacique Serere, o ex-presidente autorizou a entrada de Oswaldo Eustáquio, Paulo Souza e Bismark Fugazza no Palácio da Alvorada para evitar que fossem detidos. Cid acrescentou que Souza e Fugazza tinham contato direto com Bolsonaro e acreditavam que os CACs, proprietários de armas, poderiam apoiar o ex-presidente em um possível golpe de Estado, funcionando como uma espécie de “tropa civil”.
A reportagem entrou em contato com o advogado de Carlos Bolsonaro, mas ainda não recebeu resposta.
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