CIA avaliou que Khamenei seria substituído por Guarda Revolucionária se fosse morto
CIA avalia possíveis consequências da morte de Khamenei
28/02/2026 14h30
Atualizado 30 minutos atrás
WASHINGTON, 28 Fev (Reuters) – Em meio aos preparativos para os ataques dos EUA e de Israel programados para este sábado, a Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA) analisou que, caso o Líder Supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, fosse morto na operação, ele provavelmente seria substituído por líderes mais radicais da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), conforme afirmaram duas fontes com conhecimento da questão.
As avaliações, realizadas nas últimas duas semanas, exploraram amplamente as possíveis repercussões de uma intervenção americana e a probabilidade de uma mudança de regime na República Islâmica, um objetivo claramente articulado por Washington.
A IRGC é uma força militar de elite com a missão de proteger o regime clerical xiita no Irã.
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A Agência de Energia Atômica da ONU informou que não observou “impacto radiológico” em decorrência dos ataques ao Irã, mencionando que, até o momento, não há evidências de qualquer impacto dessa natureza.
Os relatórios da agência de inteligência não chegaram a conclusões definitivas, afirmaram as fontes que pediram anonimato para discutir assuntos sensíveis.
O presidente Donald Trump indicou nos últimos dias que os EUA estavam buscando uma mudança de regime no Irã, mas não especificou quem poderia assumir o controle do país.
Em um discurso em vídeo na manhã de sábado, Trump caracterizou Teerã como um “regime terrorista” e incentivou o povo iraniano a tomar o poder, afirmando que os ataques militares dos EUA criariam condições para uma revolta.
O ataque conjunto dos EUA e de Israel segue semanas de discussões dentro do governo americano sobre a viabilidade de um ataque ao Irã, especialmente após os violentos protestos que surgiram no país em dezembro.
Nas últimas semanas, autoridades americanas buscaram um acordo nuclear com Teerã na tentativa de evitar a intervenção militar.
Durante uma reunião informativa na semana passada, o secretário de Estado, Marco Rubio, comunicou aos principais legisladores do Congresso, conhecidos como o Grupo dos Oito, que uma operação dos EUA provavelmente ocorreria, mas que Trump poderia reconsiderar, especialmente se as negociações nucleares avançassem. Essas negociações em Genebra, no entanto, não resultaram em um acordo.
Rubio informou ao Grupo dos Oito na noite de sexta-feira que o ataque ao Irã poderia começar nas horas seguintes, mas reiterou que Trump ainda poderia mudar de ideia, segundo fontes próximas ao assunto.
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