Chiquinho Brazão Chiquinho Brazão – Wikipédia, a enciclopédia livre

Chiquinho Brazão – Wikipédia, a enciclopédia livre

Chiquinho Brazão

João Francisco Inácio Brazão, nascido no Rio de Janeiro em 22 de fevereiro de 1962, é um empresário, comerciante e político brasileiro, atualmente sem vínculo partidário.

Junto ao irmão Domingos Brazão, foi acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco. Em 2025, devido ao seu estado de saúde, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, concedeu a prisão domiciliar, após estar preso na Penitenciária Federal de Campo Grande desde 2024.

É irmão dos políticos Domingos e Pedro Brazão.

Em 2024, Chiquinho foi detido sob a acusação de ser um dos mandantes do assassinato de Marielle Franco, supostamente para intimidar o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). No ano seguinte, recebeu a prisão domiciliar por motivos de saúde.

Foi eleito vereador do Rio de Janeiro pela primeira vez em 2004, reeleito em 2008, 2012 e 2016. Em 2018, foi candidato a deputado federal pelo Avante, sendo eleito com 25.817 votos. Em 2022, foi reeleito com 77.367 votos, participando de carreatas em apoio à candidatura de Jair Bolsonaro à presidência.

Em outubro de 2023, foi nomeado pelo prefeito Eduardo Paes para liderar a Secretaria Especial de Ação Comunitária, após um acordo com o Republicanos, partido ao qual estava se filiando. No entanto, ocupou o cargo por apenas quatro meses, sendo exonerado a pedido em 1 de fevereiro de 2024, após a delação premiada de Ronnie Lessa relacionada ao caso de Marielle Franco.

Em fevereiro de 2024, utilizou quase 24 mil reais da cota parlamentar para promover um projeto que visa combater a violência contra a mulher e prevenir o feminicídio.

No dia 24 de março de 2024, foi preso pela Polícia Federal, juntamente com seu irmão Domingos e o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, todos apontados como mandantes do assassinato de Marielle Franco, ocorrido em 14 de março de 2018.

Nesse mesmo dia, o PSOL protocolou um pedido de cassação do mandato de Chiquinho na Câmara dos Deputados, enquanto o União Brasil anunciou sua expulsão da legenda.

Em 15 de maio de 2024, o Conselho de Ética da Câmara decidiu por 16 votos a 1 manter um processo disciplinar que poderia resultar na cassação de seu mandato.

Em 16 de julho de 2024, durante seu depoimento ao Conselho de Ética, Chiquinho se declarou inocente das acusações de envolvimento na morte de Marielle Franco, negando qualquer ligação com milícias.

No início da tarde de 12 de abril de 2025, foi liberado do Presídio Federal de Campo Grande, um dia após a decisão que autorizou sua prisão domiciliar em razão de seu estado de saúde.

Em 24 de abril de 2025, a cassação de seu mandato como deputado foi declarada por decisão individual do presidente Hugo Motta, fundamentada no Art. 55 da Constituição Federal, que prevê a perda do mandato para parlamentares que não comparecem a um terço das sessões ordinárias.


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