Chapa pura petista empurra o senador Ângelo Coronel (BA), antigo aliado, para a oposição
Chapa petista leva Ângelo Coronel (BA) à oposição
A decisão do PT de apoiar Rui Costa e Jaques Wagner ao Senado pela Bahia resulta no rompimento do senador Ângelo Coronel com o PSD, forçando-o a se aliar a ACM Neto, adversário do partido. Sem espaço na chapa majoritária, Coronel busca uma nova legenda, o que pode frustrar as ambições do PT de eleger dois senadores.
A escolha do PT por Costa e Wagner para a disputa senatorial culminou na saída de Coronel do PSD, partido ao qual ele pertencia. O senador, que deixou a legenda em fevereiro, se posiciona agora ao lado de Neto (União), que concorre ao governo estadual contra o candidato petista. Coronel será um dos apoiados por Neto, enquanto a segunda vaga pode ser ocupada pelo ex-ministro João Roma, atual presidente do PL.
A saída de Coronel do PSD ocorreu após ele tentar reverter sua situação na legenda em reuniões com o presidente estadual Otto Alencar e o presidente nacional Gilberto Kassab. Entretanto, a decisão do partido de apoiar o PT foi determinante para que ele optasse por deixar a sigla.
Coronel comentou: “O PSD estava se coligando com o PT na Bahia para esta eleição e resolvi sair do partido para me aliar a ACM Neto. Apesar das conversas com Otto e Kassab, não tive legenda para disputar o Senado, nem uma candidatura independente. Até abril, tomarei a decisão de qual será a minha próxima sigla. Tenho convites do União Brasil, PP, PSDB e Podemos.”
A nova aliança de Coronel pode atrapalhar o plano do PT de eleger dois senadores, uma vez que a sigla trabalha na criação da chamada “superchapa dos vencedores”, que visa não apenas a vitória de Jerônimo Rodrigues, mas também a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Coronel, ao buscar renovar seu mandato, se tornou uma fonte de atrito entre PT e PSD.
A ausência de Coronel na base de Jerônimo gera novas tensões entre os aliados do governador, considerando que a maioria dos deputados e senadores do PSD na Bahia ainda apoia o senador.
O presidente estadual do PT, Tassio Brito, afirma que a sigla apresentou uma chapa ao Senado “mais forte para a eleição” e destaca que Costa e Wagner possuem identificação com o eleitorado baiano e trânsito em diversas legendas.
Brito defende: “Dizemos que não é uma chapa puro-sangue, porque a coalizão tem mais de dez partidos. Houve um debate no conselho de governo e o desfecho foi precipitado após Coronel tentar enquadrar o PSD estadual por meio do diretório nacional. Mantemos nossa aliança com o PSD, com a presidência de Otto.”
Ainda está em discussão a escolha do vice de Jerônimo, sendo a permanência de Geraldo Júnior (MDB) a opção mais provável, embora a decisão final ainda não tenha sido tomada.
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