Celular de desaparecida no RS é encontrado com câmera tapada por fita
Celular de desaparecida no RS é encontrado com câmeras cobertas
O celular de Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, que está desaparecida há mais de um mês em Cachoeirinha (RS), foi encontrado com as câmeras frontal e traseira cobertas por fita isolante.
Os pais de Silvana também estão desaparecidos, e o principal suspeito é o ex-marido da mulher, o policial militar Cristiano Domingues Francisco.
O aparelho foi localizado pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul em 7 de fevereiro, após uma denúncia anônima. O celular estava enrolado em um pano preto, sob uma pedra, em um terreno baldio próximo ao minimercado da família. Não foram encontradas digitais no dispositivo.
A polícia informou que há indícios de que Cristiano esteve próximo da família, especialmente dos pais de Silvana, no dia do desaparecimento deles, em 25 de janeiro. Ele está preso desde 10 de fevereiro. Em seu depoimento, afirmou que, no dia do desaparecimento da ex-companheira, estava jantando com amigos em Cachoeirinha, mas a versão não pôde ser confirmada, segundo o delegado Anderson Spier.
Os celulares do suspeito e de sua atual companheira também foram apreendidos, mas ambos se recusaram a fornecer as senhas à polícia. Dias antes de desaparecer, Silvana procurou o Conselho Tutelar de Cachoeirinha para relatar que seu filho, de 9 anos, tinha restrições alimentares e que o pai estaria desrespeitando as orientações sobre a dieta da criança.
Silvana esteve no órgão em 9 de janeiro, informando que seu filho é intolerante à lactose. O delegado Spier mencionou que o Conselho Tutelar está analisando a situação. A relação entre Silvana e Cristiano não era boa. O menino vivia com a mãe, mas passava os fins de semana com o pai.
Além de Silvana, seus pais, Isail Vieira de Aguiar, de 69 anos, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70 anos, também estão desaparecidos. A criança está sob os cuidados dos avós paternos.
No dia 24 de janeiro, Silvana postou em uma rede social que havia sofrido um acidente de trânsito ao retornar de uma viagem a Gramado. No dia seguinte, agradeceu por orações. Desde então, seu celular está desligado e não houve novos contatos.
Os pais foram alertados por vizinhos sobre as publicações e começaram a procurar a filha. Eles foram a uma delegacia, mas, como era domingo, a unidade estava fechada. Desde então, também não foram mais vistos. A família possui um minimercado em Cachoeirinha, que está fechado desde o desaparecimento.
A Polícia Civil determinou que o acidente mencionado por Silvana não ocorreu. O carro dela foi encontrado na garagem de casa, com a chave dentro do imóvel.
Na noite do desaparecimento, imagens de uma câmera de segurança mostraram movimentações suspeitas na casa. Um carro vermelho chegou ao local por volta das 20h30 e saiu oito minutos depois. Às 21h28, o veículo de Silvana chegou e entrou na garagem. Às 23h30, outro carro chegou, ficou por cerca de 12 minutos e foi embora.
A investigação ainda não confirmou se Silvana estava dirigindo seu próprio carro e não identificou os motoristas dos outros veículos. A polícia não descarta a possibilidade de que os outros dois veículos sejam, na verdade, o mesmo carro.
Vestígios de sangue foram encontrados dentro de um banheiro e na área dos fundos da casa, sem sinais de luta corporal.
Na casa dos pais de Silvana, foi encontrado um projétil, identificado como de festim. A polícia acredita que o objeto não está relacionado ao caso, mas aguarda o resultado de perícias para esclarecer a situação. O imóvel estava organizado e limpo, de acordo com o delegado Spier.
A polícia investiga a hipótese de feminicídio e duplo homicídio, sem informações sobre a localização das vítimas.
← Voltar para as notícias