Mara Gabrilli

CDH aprova vacina contra herpes-zóster no calendário de imunização

Vacina contra herpes-zóster pode ser incluída no calendário de imunização

A inclusão da vacina contra herpes-zóster no calendário nacional de imunização do Sistema Único de Saúde (SUS) está mais próxima de se concretizar. Na última quarta-feira (25), a Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou um projeto com esse objetivo. A proposta, apresentada pela senadora Dra. Eudócia (PL-AL), recebeu apoio da relatora, senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), em um texto alternativo, e agora seguirá para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

Conforme informações do Ministério da Saúde, a doença é provocada pelo vírus varicela-zóster, que também causa a catapora. Após a infecção inicial, o vírus pode permanecer inativo por toda a vida e ser reativado em adultos ou em pessoas com o sistema imunológico comprometido, como portadores de doenças crônicas, câncer ou transplantados.

Os sintomas da doença incluem lesões na pele, dor nos nervos, ardor, coceira, dor de cabeça, formigamento e febre. Para prevenção, são recomendadas medidas como a vacinação, a higienização das mãos após tocar lesões e o isolamento.

O projeto original previa a vacinação apenas para idosos a partir de 60 anos, mas o texto alternativo de Mara reduz a idade para 50 anos e inclui pessoas acima de 18 anos com imunossupressão ou outras condições que afetem o sistema imunológico.

A senadora enfatizou a importância dessas mudanças, observando que o vírus pode se manifestar a partir dos 50 anos e que adultos mais jovens também podem ser afetados. Ela destacou que a ampliação do público-alvo fortalece a prevenção, melhora a proteção dos grupos vulneráveis e contribui para a diminuição de hospitalizações e complicações evitáveis.

Mara também mencionou dados da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), que indicam altas taxas de eficácia da vacina nos grupos mencionados na proposta.

— Para esses grupos, a imunização pode evitar episódios graves e diminuir o tratamento de sequelas dolorosas e persistentes, resultando em benefícios diretos para a qualidade de vida e na otimização dos gastos no SUS — afirmou a senadora.

A presidente da CDH, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), considerou a aprovação um passo significativo na proteção dos idosos no Brasil.

— Apesar do custo elevado, no futuro, essa medida pode evitar hospitalizações e contribuir para a economia, pois as pessoas não ficarão afastadas do trabalho — concluiu.


← Voltar para as notícias