José Antonio Dias Toffoli Caso Master: Toffoli se declara suspeito e não vai julgar prisão de Vorcaro

Caso Master: Toffoli se declara suspeito e não vai julgar prisão de Vorcaro

Caso Master: Toffoli se declara suspeito e não vai julgar prisão de Daniel Vorcaro

O ministro José Antonio Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), se declarou suspeito nesta quarta-feira (11/3) e não vai participar do julgamento sobre a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A Segunda Turma do STF, da qual Toffoli faz parte, vai decidir na sexta-feira (13/3) se referenda a prisão de Vorcaro, preso pela segunda vez no início do mês em nova fase da operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraude na instituição financeira.

O suspeito é acusado de ter recebido pagamentos de uma empresa de Toffoli e de seu irmão, a Maridt Participações, no período entre dezembro de 2020 e fevereiro de 2025.

Toffoli diz que seu afastamento do caso ocorre por motivos de "foro íntimo". A decisão é vista como uma resposta às acusações apresentadas por políticos e empresários que desafiam sua atuação no processo.

A suspeição é um fator de risco importante para a investigação, pois pode afetar a imparcialidade do juiz que a relatará. A atuação de Toffoli no processo foi questionada devido a supostas relações do ministro com pessoas ligadas ao Master, especialmente Daniel Vorcaro.

O caso do Banco Master tem sido investigado por um suposto esquema de fraude. A investigação está sob relatoria de Toffoli, que puxou todo o caso para o STF.

O Código de Processo Civil do Brasil diz que o juiz pode se declarar suspeito por foro íntimo, sem necessidade de declarar suas razões. No entanto, o ministro disse que nunca recebeu valor de Vorcaro ou de seu cunhado, Fabiano Zettel.

Diante das revelações, o ministro recusou o pedido de abertura da CPI, considerando que Rollemberg, o deputado que apresentou o pedido, não demonstrou em seu pedido que houve resistência pessoal do presidente da Câmara, Hugo Motta, em instalar a investigação.

A decisão foi tomada após uma reunião realizada com todos os ministros da Corte, um dia depois da Polícia Federal enviou um relatório para o presidente do STF, Edson Fachin, com menções a Toffoli no caso do Master.


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