folhabv RR Capacitação prepara refugiadas venezuelanas para o setor hoteleiro e destaca espanhol como diferencial

Capacitação prepara refugiadas venezuelanas para o setor hoteleiro e destaca espanhol como diferencial

Capacitação prepara refugiadas venezuelanas para o setor hoteleiro e destaca espanhol como diferencial

Capacitação reúne 30 mulheres refugiadas venezuelanas das comunidades Pedra Pintada e Said Salomão, em Boa Vista, para formação nas áreas de recepção e atendimento turístico, com foco na inserção no mercado de trabalho da hotelaria

Mulheres refugiadas da Venezuela participaram de uma capacitação voltada ao mercado de hotelaria em Boa Vista. O treinamento integra o projeto Elas Empreendedoras e tem como objetivo preparar participantes para atuar como recepcionistas e agentes de informações turísticas, aproveitando o fato de muitas delas falarem espanhol e português, característica considerada um diferencial para o setor.

A qualificação reuniu 30 mulheres migrantes das comunidades Said Salomão e Pedra Pintada. A iniciativa é realizada em parceria entre a empresa Eneva, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

Segundo a gerente de responsabilidade social da Eneva, Elizabeth Teles, o projeto busca oferecer formação profissional a mulheres em situação de vulnerabilidade social, com foco na inserção no mercado de trabalho.

“O projeto é direcionado a mulheres em situação de vulnerabilidade social e tem como expectativa, a médio e longo prazo, retirá-las dessa condição para uma situação de estabilidade social e financeira, por meio de qualificação, educação e apoio à empregabilidade”, explicou.

A escolha da área de hotelaria também levou em consideração o perfil linguístico das participantes. De acordo com Telles, muitas mulheres refugiadas já dominam o espanhol e estão em processo de aprendizagem do português, o que pode facilitar o atendimento a turistas estrangeiros.

A capacitação tem carga horária de 160 horas e duração aproximativa de dois meses. Durante esse período, as alunas recebem formação prática voltada às funções de recepção e atendimento em meios de hospedagem.

A capacitação reúne mulheres refugiadas venezuelanas que estão em situação de vulnerabilidade social, com a intenção de prepará-las para o mercado de trabalho e oferecer-lhes oportunidades de emprego em setores como o hoteleiro.


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