Carlos Portinho

Candidaturas do PL ao Senado pelo Rio passarão pelo crivo de Flávio, afirma líder do partido

Candidaturas do PL ao Senado no Rio serão decididas por Flávio, diz líder do partido

Carlos Portinho, líder do PL no Senado, declarou que o ex-presidente Jair Bolsonaro determinou que a escolha dos candidatos ao Senado pelo partido neste ano será feita por seu filho, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em meio à indefinição da chapa no Estado, Portinho expressou ao ex-mandatário sua intenção de se reeleger.

Flávio sugere o fim da reeleição em seu plano de pré-campanha. Em outra movimentação, Eduardo Paes escolheu a irmã de Washington Reis como sua vice na corrida ao governo do Rio de Janeiro.

"O presidente acredita que o PL deve lançar uma candidatura ao governo. Ele considera legítima a candidatura do governador Cláudio Castro, mas parece que, na ausência do Flávio, eu posso representar nosso voto. Isso me permitirá atrair outros candidatos e ajudar em outras candidaturas, seja a de Cláudio ou de outros", afirmou Portinho a jornalistas após visitar Bolsonaro na “Papudinha”.

Com a pré-candidatura de Flávio, uma das duas vagas ao Senado pelo PL está em aberto. Existe a possibilidade de o partido abrir mão de uma das cadeiras para uma sigla aliada, visando construir uma chapa para o governo. Assim, o PL terá que decidir entre o atual governador Castro e Portinho para a eleição ao Senado.

Portinho mencionou que ouviu de Bolsonaro que a definição dos nomes ainda não está decidida e dependerá de Flávio. O senador carioca assumiu sua posição em 2020, após a morte do senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ) por causa da covid-19.

"Essa decisão não está finalizada. É um processo que envolve Flávio, e eu preciso respeitar isso. Tenho gratidão a Bolsonaro e me dediquei bastante para retribuir o apoio que ele deu à chapa de Arolde e a mim no Senado. [...] Mas a decisão principal passa pelo senador Flávio e pelo presidente Bolsonaro", declarou Portinho.

O líder do PL também enfatizou que a eleição ao Senado é uma prioridade para o partido. Ele destacou que é crucial eleger candidatos que não tenham "rabo preso" com o Supremo Tribunal Federal (STF), para aumentar a pressão pelo impeachment de ministros da Corte.

"Das duas vagas, uma deve ser ocupada por alguém alinhado com nossos valores e com o trabalho que ainda precisamos realizar na próxima legislatura no Senado Federal", explicou o senador, ressaltando que Bolsonaro deve conversar com Flávio quando este retornar ao Brasil.

Mais cedo, Bolsonaro recebeu a visita do senador Bruno Bonetti (PL-RJ), que assumiu uma cadeira na Casa após a renúncia de Romário. Bonetti não fez declarações à imprensa.

Portinho relatou que o ex-presidente apresentava dificuldades físicas e estava cambaleando durante a conversa. Ele reiterou o pedido para que Bolsonaro fosse transferido para prisão domiciliar.

"O [ex-]presidente mostra um quadro de instabilidade e falta de equilíbrio físico ao andar. Isso é claramente efeito da forte medicação necessária para sua saúde. Mas conseguimos ter uma boa conversa sobre o futuro do nosso país", comentou o senador, que destacou que Bolsonaro contava com apoio de uma equipe médica na “Papudinha”.


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