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Alex Medeiros @alexmedeiros1959

Quando Donald Trump enviou uma mensagem na rede social afirmando que Ali Khamenei, um dos líderes mais nefastos da história, tinha morrido, o silêncio no Brasil foi ensurdecedor. A grande imprensa, sempre rápida para criticar os EUA ou Israel, optou por aguardar a confirmação da mídia estatal iraniana.

É preferível confiar em um regime que considera o estupro coletivo “disciplina moral” e a execução de homossexuais “justiça divina” do que nas informações de democracias. Somente após Teerã confirmar a morte é que os jornais brasileiros, com ares de grandeza, publicaram a notícia.

Muitos veículos utilizaram expressões como “fontes confirmam” ou “ainda aguardamos detalhes”, enquanto em Natal, blogueiros e influenciadores se aventuravam na especulação de que o líder poderia estar apenas “desaparecido”, talvez meditando em uma caverna nuclear.

Parece que não se pode celebrar a morte de um ditador sem primeiro consultar a narrativa anti-imperialista. Khamenei governou por 35 anos como o líder mais duradouro do Oriente Médio, acumulando funções de guia espiritual, comandante militar e árbitro de todas as questões no Irã.

Seu histórico é repleto de repressão brutal às mulheres que ousavam remover o véu, espancamentos, torturas e o uso do estupro como ferramenta de controle. Para ele, o corpo feminino era propriedade do Estado teocrático.

Os homossexuais, por sua vez, são lançados de edifícios como se isso fosse uma entrada digna ao paraíso. Crianças são executadas, dissidentes desaparecem, tudo sob um pacote de autoritarismo com aval divino.

O mais cômico dessa tragicomédia é que milhares de iranianos, dentro e fora do país, celebraram a morte do tirano, enquanto no Brasil, militantes de partidos como PT, PSOL e PCdoB lamentavam a “agressão imperialista”.

Feministas que lutam contra o machismo no Brasil encontraram de repente uma simpatia pelo regime que transforma o estupro em política de Estado. Ativistas que exigem respeito e visibilidade demonstraram “pena” de um governo que enforcava homossexuais como se fosse uma decoração urbana.

É risível. Essa esquerda que idolatra Che Guevara, que era responsável por internar e executar homossexuais em campos de trabalho forçado, faz malabarismos mentais para justificar um regime teocrático medieval sob a bandeira do “anti-imperialismo”.

Condenam Israel e os EUA por “assassinato extrajudicial”, mas ignoram as forcas, os chicotes e as pedradas em mulheres adúlteras. É uma ginástica ideológica tão complexa que mereceria uma medalha olímpica, se não fosse tragicamente patética.

No final, a piada é a própria esquerda brasileira. Gritam “mexeu com uma, mexeu com todas” enquanto apoiam um regime que as submete a violência sexual institucionalizada. Clamam por “amor é amor” enquanto lamentam a morte de quem jogava homossexuais de prédios.

Quem diria que a maior hipocrisia da imprensa nacional não seria esconder a morte de Ali Khamenei, mas sim ocultar o quanto essa torcida seletiva por ditadores “do bem” se tornou uma piada de mau gosto.

Celebração
Milhões de iranianos, tanto no Irã quanto fora, comemoraram a morte de Ali Khamenei. Pessoalmente, senti uma alegria semelhante à que tive há dez anos, em 2016, quando faleceu Fidel Castro, o maior tirano de Cuba.

Indigno
Macron é o símbolo da covardia histórica da França, além de ser um bobalhão do seu tempo. Ele reclamou por ter sido ignorado pelos EUA e Israel sobre os ataques ao Irã, como se Trump e Netanyahu precisassem consultar ele ou mesmo a ONU.

Senado
Nos círculos da Assembleia e nos cafés de Petrópolis, comenta-se que está por vir uma pesquisa qualitativa analisando uma suposta candidatura a senador do empresário Flávio Rocha na chapa da oposição.

Direita
Embora a oposição local esteja mais alinhada na luta contra o PT, isso não quer dizer que todas as candidaturas representem o pensamento


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