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Campanha alerta para avanço do câncer do cólon e reto no RN

O câncer do cólon e reto, conhecido como câncer colorretal (CCR), continua a crescer no Brasil, destacando-se entre os tumores mais comuns. Dados do Instituto Nacional de Câncer indicam que são registrados mais de 45 mil novos casos anualmente, com um aumento preocupante entre jovens. Esse cenário impulsiona a mobilização nacional da campanha Março Azul-Marinho, que enfatiza a importância da informação, prevenção e diagnóstico precoce.

No Rio Grande do Norte, o tema é ainda mais relevante. Projeções do INCA para 2026 apontam que o câncer colorretal será o quarto mais comum no estado, com uma expectativa de 580 novos diagnósticos, atrás apenas dos cânceres de pele, mama e próstata.

A gastroenterologista Verônica Sousa Vale, presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed/RN), destaca a preocupação com a elevada mortalidade do CCR. “Esse câncer, que afeta pessoas de ambos os sexos acima de 60 anos, está cada vez mais frequente em pacientes a partir dos 40 anos”, alerta. No Brasil, a doença já é a terceira causa de morte por câncer.

Apesar da seriedade, a especialista afirma que o câncer colorretal é amplamente prevenível. As sociedades americana e brasileira de gastroenterologia recomendam a colonoscopia a partir dos 45 anos. Para aqueles abaixo dessa idade, a realização do exame é indicada diante de sinais de alerta, como sangramento nas fezes, mudanças bruscas nos hábitos intestinais, dor abdominal, anemia e perda de peso.

A colonoscopia é essencial para detectar pólipos ou lesões que podem evoluir para câncer. “Quando diagnosticadas precocemente, a chance de cura é muito alta, pois lesões pequenas podem ser removidas durante o exame”, destaca Verônica.

Outro aspecto preocupante é o aumento da incidência da doença em pessoas mais jovens, relacionado a mudanças no estilo de vida. A médica aponta que fatores como consumo de álcool, tabagismo, sedentarismo, alimentação processada, obesidade e doenças inflamatórias intestinais têm contribuído para isso, afetando a microbiota intestinal e aumentando o risco de câncer.

A prevenção exige mudanças de hábitos. “Uma alimentação saudável, a prática regular de atividades físicas, a cessação do tabagismo e a redução do consumo de álcool são fundamentais”, orienta. Pacientes com doenças inflamatórias intestinais, como retocolite ulcerativa, doença de Crohn e doença celíaca, necessitam de acompanhamento médico contínuo, essencial para prevenir o CCR nesses grupos.


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