Câmara aprova projeto que endurece combate a facções criminosas
O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (24), o Projeto de Lei Antifacção, uma iniciativa do Governo Federal que visa reforçar o combate às facções criminosas no Brasil. A proposta agora segue para sanção presidencial.
A nova legislação cria oficialmente a figura da “facção criminosa” e estabelece mecanismos para ampliar investigações, aumentar punições e atacar a estrutura financeira dessas organizações.
Encaminhado pelo Poder Executivo em novembro de 2025, o projeto passou por análises nas duas casas do Congresso. Após ajustes no Senado Federal, o texto retornou à Câmara, que aprovou a versão final, preservando a essência da proposta original.
Novas regras e penas mais duras
Um dos principais aspectos do projeto é a tipificação de condutas relacionadas às facções, que passarão a ser punidas com penas que variam de 20 a 40 anos de reclusão.
O texto também estabelece prazos para a atuação da polícia, do Ministério Público e do Judiciário em investigações sobre essas organizações, visando acelerar os processos.
Além disso, a proposta harmoniza a nova legislação com a Lei de Organizações Criminosas, fechando brechas jurídicas que poderiam favorecer a impunidade.
Medidas para sufocar financeiramente o crime
Outro foco do projeto é o enfraquecimento econômico das facções. O texto prevê a alienação antecipada de bens apreendidos e o bloqueio de recursos associados ao crime organizado.
Os valores obtidos com essas ações poderão ser destinados a fundos federais e estaduais de segurança pública, fortalecendo os investimentos na área.
Integração no combate ao crime organizado
A proposta também visa fortalecer a cooperação entre órgãos de segurança, garantindo maior integração entre a Polícia Federal e as polícias estaduais.
Além disso, formaliza as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) e amplia a segurança jurídica para ações de cooperação internacional no enfrentamento às facções.
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