Caixa negocia compra de carteiras do BRB, que busca recompor perdas com Master
Caixa e BRB: Negociações em Andamento
A Caixa Econômica Federal está em negociações para adquirir carteiras de crédito do Banco de Brasília (BRB). Embora a alta administração da Caixa não descarte discutir outras alternativas, a ideia de federalização do BRB é considerada "prematura" por fontes próximas ao assunto.
Atualmente, a pauta principal gira em torno da compra de carteiras originadas pelo BRB, que busca aumentar sua liquidez, afetada pela necessidade de reservar ao menos R$ 5 bilhões devido a perdas esperadas com ativos do Banco Master.
Além disso, a cúpula da Caixa está aberta a explorar outras possibilidades. Uma delas é a participação em um consórcio que facilitaria um empréstimo para que o governo do Distrito Federal possa injetar recursos no BRB, o que é visto como mais crucial do que a liquidez imediata.
As informações foram inicialmente publicadas pelo jornal O Globo e confirmadas pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Fontes que acompanham as negociações afirmam que as conversas sobre o empréstimo ainda estão em estágios iniciais. No entanto, essa alternativa é considerada a mais viável para ajudar o banco do DF, especialmente do ponto de vista do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
O Banco Central pode implementar medidas prudenciais no BRB caso o governo do DF não realize os aportes até 31 de março, data-limite para a divulgação do balanço do banco.
A necessidade de aporte se deve à aquisição de R$ 12,2 bilhões em créditos fraudulentos do Banco Master. O BRB conseguiu converter esses créditos em outros ativos, mas, devido à qualidade questionável dos papéis, pode enfrentar perdas entre R$ 5 bilhões e R$ 9 bilhões.
Em setembro de 2025, o patrimônio líquido de referência do BRB era de R$ 4,289 bilhões, indicando que o banco do DF está em uma situação negativa, tendo que provisionar ao menos R$ 5 bilhões para cobrir possíveis perdas.
O governo do DF está negociando um empréstimo com vários bancos e com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), uma etapa necessária, já que não possui recursos disponíveis para o aporte.
No dia 20 de outubro, o governo distrital apresentou à Câmara Legislativa (CLDF) um projeto de lei com medidas para capitalizar o BRB, incluindo a possibilidade de utilizar 12 imóveis públicos como garantia.
Fontes afirmam que este projeto é crucial para avançar nas negociações, mas sua aprovação é apenas o primeiro passo, pois o empréstimo requer discussões com instituições financeiras.
Os termos finais do empréstimo dependerão da avaliação de riscos e da definição de preços. Até o momento, nenhuma proposta concreta foi apresentada ao FGC ou às instituições financeiras que podem possibilitar o aporte.
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