“Caixa de Pandora aberta”: XP destaca impacto do conflito EUA-Irã para petroleiras
Conflito EUA-Irã e seu impacto nas petroleiras
02/03/2026 09h56
Atualizado há 3 minutos
No último sábado, 28 de fevereiro, EUA e Israel realizaram ataques aéreos contra o Irã (Operação Epic Fury), visando líderes do país, incluindo o líder supremo Khamenei e autoridades da IRGC.
Desde então, o Irã respondeu com mísseis e drones, atacando nações aliadas dos EUA na região. Esses eventos marcam um aumento significativo nas tensões geopolíticas e podem ter repercussões duradouras para os mercados globais, especialmente no setor de petróleo e gás, conforme destacado pela XP Investimentos.
Em um relatório, Regis Cardoso, responsável por óleo, gás e petroquímicos da XP, enfatiza que existe uma incerteza considerável sobre os desdobramentos futuros, e neste momento, as análises devem se basear em cenários.
A interrupção da produção iraniana é uma preocupação, mas o risco principal está na possibilidade de o conflito se espalhar pela região e impactar os fluxos comerciais no Estreito de Ormuz por um longo período.
Ao focar nas ações sob análise, a questão central gira em torno do impacto nos mercados de petróleo.
Previsões de preços do petróleo
De acordo com o relatório, caso as rotas marítimas sejam interrompidas, a única maneira de mitigar o choque nos preços é através de uma liberação coordenada de estoques estratégicos pelos países desenvolvidos.
Após os ataques ao Irã, os preços do petróleo subiram, com o Brent iniciando a sessão de domingo a US$ 78 o barril, cerca de 7% acima do fechamento anterior.
No entanto, os desafios a longo prazo são mais complexos. A escalada no Irã é comparada a uma "caixa de Pandora", onde a situação pode evoluir de maneiras imprevisíveis, tornando difícil prever seus desdobramentos.
Avaliação do conflito
Duas dimensões principais precisam ser consideradas: (i) o escopo e (ii) a duração do conflito. Há a possibilidade de uma solução diplomática que reduza as tensões, mas também existe o risco de um conflito regional prolongado que interrompa o fluxo de petróleo.
Neste cenário, as ações de E&P (exploração e produção) devem se beneficiar com o aumento dos preços do Brent. Para cada alta de US$ 10/bbl no Brent, os FCFE yields (Rendimento do Fluxo de Caixa Livre) podem aumentar cerca de 10 pontos percentuais (pp) para a Brava (BRAV3), 6 pp para a PetroReconcavo (RECV3), e 5 pp para a PRIO (PRIO3) e a Petrobras (PETR3;PETR4).
A equipe da XP continua a preferir a PRIO e a Petrobras, destacando que essas empresas são as menos alavancadas em relação aos preços mais altos do petróleo, oferecendo o melhor equilíbrio entre risco e retorno.
A editora de mercados do InfoMoney cobre uma variedade de temas, desde o mercado de ações até o ambiente econômico nacional e internacional, sempre atenta aos desdobramentos políticos e seus impactos para os investidores.
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