Cabo Verde e UE reforçam combate ao tráfico marítimo
Cabo Verde e União Europeia unificam esforços no combate ao tráfico marítimo
Cabo Verde e a União Europeia firmaram um memorando de entendimento com o objetivo de intensificar a colaboração no enfrentamento do tráfico ilícito transatlântico, especialmente no que se refere ao narcotráfico marítimo. Este acordo faz parte do Projeto SEACOP, um programa financiado pela União Europeia e gerido pela agência francesa Expertise France, em conjunto com a FIIAPP.
O documento busca aprimorar a vigilância e a troca de informações na região do Atlântico, considerada estratégica para as rotas internacionais de tráfico de drogas, armas e pessoas.
Na cerimônia de assinatura, o diretor do Projeto SEACOP, Dominique Bucas, enfatizou a importância geoestratégica de Cabo Verde. Ele afirmou que "o arquipélago, devido à sua localização e ao seu compromisso no combate ao tráfico de drogas, é um parceiro valioso para a Europa. Este memorando representa um passo significativo para o fortalecimento da nossa colaboração nessa luta".
Situado entre a África Ocidental e a América Latina, Cabo Verde tem sido identificado como um ponto crucial em rotas marítimas utilizadas por organizações criminosas. O acordo contempla ações de cooperação técnica, capacitação de equipes e fortalecimento das infraestruturas portuárias e de investigação.
O diretor nacional da Polícia Judiciária de Cabo Verde, Manuel da Lomba, destacou que o mar é uma fonte de riqueza, mas também um espaço suscetível a atividades ilícitas. "Num país arquipelágico como Cabo Verde, onde as extensões marítimas são vulneráveis, há várias oportunidades que podem ser exploradas pelos criminosos", comentou.
As autoridades de Cabo Verde afirmam que esse entendimento expande o conceito de segurança portuária, englobando não apenas o combate ao narcotráfico, mas também à pesca ilegal, ao contrabando de migrantes e ao tráfico de armas.
Entre os dias 24 e 27 de fevereiro, a cidade da Praia recebeu um seminário regional no âmbito do SEACOP, reunindo mais de 20 representantes de países como Senegal, Gâmbia, Serra Leoa, Portugal e Brasil, além de organizações internacionais como o Centro Atlântico e o MAOC-N, com sede em Lisboa e especializado no combate ao tráfico marítimo e aéreo de drogas.
Com a formalização do memorando, Cabo Verde solidifica sua posição como um parceiro ativo na cooperação internacional em segurança marítima e no combate às redes criminosas que atuam no Atlântico.
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