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C&A (CEAB3) sobe após balanço do 4º trimestre; bancos mantêm visão construtiva

Ações da C&A (CEAB3) apresentam alta após divulgação de resultados

25/02/2026 13h39

Atualizado há 8 minutos

As ações da C&A (CEAB3) registraram uma significativa alta nesta quarta-feira, impulsionadas pela divulgação do balanço do quarto trimestre. Esse movimento é um contraste com a forte queda observada no início do ano, quando o mercado começou a questionar a capacidade de crescimento da varejista em um ambiente cada vez mais competitivo.

Apesar de um desempenho operacional desafiador, os números estão alinhados com as expectativas, e sinais de melhoria nas margens e na disciplina financeira sustentam a reação positiva dos investidores. Às 13h09, as ações estavam valorizadas em 2,29%, atingindo R$ 12,93.

O Bradesco BBI considerou os resultados fracos, embora dentro das expectativas do mercado, destacando uma desaceleração significativa nas vendas de mesmas lojas (SSS), que caíram de uma alta de 8,1% no trimestre anterior para uma leve queda de 0,3% neste período.

De acordo com o banco, os resultados refletem desafios pontuais, como desequilíbrios no sortimento, um ambiente promocional mais intenso, condições climáticas desfavoráveis e maior concorrência. Esses fatores impactaram o desempenho do vestuário e interromperam a trajetória de ganhos de produtividade que durou mais de dois anos.

O BBI observa, no entanto, que há sinais construtivos, como o avanço da margem bruta, a disciplina no capital de giro e um fluxo de caixa robusto, que reforçam a resiliência do modelo operacional. O banco acredita que uma possível normalização nas vendas de mesmas lojas no início de 2026 será crucial para dissipar as preocupações deixadas pelo trimestre volátil.

Se esse cenário se concretizar, a fraqueza recente nas ações pode ter sido exagerada, especialmente considerando que CEAB3 negocia a cerca de 8,5 vezes o P/L (Preço sobre Lucro) projetado para 2026, indicando uma assimetria favorável para investidores. O BBI mantém uma visão otimista de médio prazo, sustentada pela melhoria estrutural das operações e pela capacidade de monetizar ganhos de eficiência à medida que o ambiente competitivo se estabiliza.

O Goldman Sachs também classificou os resultados como fracos, com vendas em mesmas lojas praticamente estáveis em relação ao ano anterior. A administração atribui esse desempenho a um sortimento inadequado e a condições climáticas irregulares.

Para o Goldman Sachs, a margem bruta foi um ponto positivo, com um aumento de 10 pontos-base no vestuário em comparação anual, apesar de um ambiente promocional mais intenso no final de dezembro. No total, a margem subiu 150 pontos-base, impulsionada pela descontinuação gradual da categoria de eletrônicos.

Contudo, as despesas com vendas, gerais e administrativas foram pressionadas pela desalavancagem operacional, resultando em uma queda de 90 pontos-base na margem EBITDA ajustada em relação ao ano anterior.

O Goldman Sachs vê uma oportunidade de entrada atraente, especialmente se surgirem sinais de recuperação nas vendas em mesmas lojas ao longo de 2026, o que pode melhorar o sentimento do mercado e a expansão dos múltiplos. O banco mantém a projeção do P/L para 2026 e prevê uma taxa composta de crescimento anual do lucro por ação (EPS CAGR) de 13% entre 2026 e 2028.

O JPMorgan avaliou que a C&A apresentou resultados operacionais fracos no 4T25, com lucro por ação ajustado (EPS) de R$ 0,89, representando um aumento de apenas 1% em relação ao ano anterior. Esse número ficou ligeiramente acima do consenso e 4% acima da estimativa do próprio banco, beneficiado por menores despesas com inadimplência.

O JPMorgan continua com uma visão otimista para a C&A, vendo-a como uma oportunidade de valor. A ação está sendo negociada a 7,3 vezes o P/L para 2026 e mantém uma classificação overweight, com preço-alvo de R$ 22.

Apesar do fraco desempenho nas vendas no 4T25, o BBA acredita que alguns erros de tomada de decisão fazem parte do processo de aprendizado e permanece confiante na capacidade da administração de executar o plano após vários anos de resultados sólidos. Embora a base de comparação no 1S26 não seja fácil, o banco acredita que a empresa pode continuar a progredir em sua meta de aumentar as vendas por metro quadrado ao longo do tempo.

Por fim, o BBA destaca que os investidores estão considerando CEAB3 a aproximadamente 8 vezes o P/L de 2026, e a ação continua sendo uma das principais recomendações para 2026. O banco reiterou a recomendação de compra, com um preço-alvo de R$ 22.


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