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Busca pelo Claude ‘dispara’ após Anthropic rejeitar uso militar da IA

Busca pelo Claude aumenta após recusa da Anthropic ao uso militar da IA

O modelo de inteligência artificial Claude, desenvolvido pela Anthropic, tornou-se o foco de uma controvérsia com o governo dos Estados Unidos. A empresa estava em negociações para um contrato de US$ 200 milhões (mais de R$ 1 bilhão) para fornecer sua tecnologia ao Pentágono, mas impôs condições para evitar que a IA fosse utilizada em vigilância em massa ou em armamentos autônomos.

A Casa Branca não aceitou essas exigências e estipulou um prazo para que a Anthropic as retirasse. Sem um acordo, o presidente Donald Trump ordenou que as agências federais suspendessem imediatamente o uso da tecnologia. Esse impasse, no entanto, parece ter impulsionado ainda mais a popularidade do modelo.

O Claude atingiu a segunda posição entre os aplicativos gratuitos mais baixados na Apple nos Estados Unidos nas últimas horas, superando o Gemini, da Google, e ficando atrás apenas do ChatGPT, da OpenAI.

Além da postura firme da Anthropic em rejeitar o uso militar da IA, uma postagem da cantora Katy Perry pode ter contribuído para o aumento do interesse. A artista compartilhou uma captura de tela da assinatura Pro da Anthropic com um coração sobreposto.

A situação da Anthropic provocou reações em cadeia no setor tecnológico. Funcionários do Google, Amazon e Microsoft assinaram cartas e petições pedindo que suas empresas desafiassem as exigências do Departamento de Defesa sobre a utilização de IA em operações militares.

Sam Altman, CEO da OpenAI, inicialmente se mostrou cauteloso, mas acabou defendendo a concorrente, afirmando que, apesar de suas divergências, confiava na Anthropic e acreditava que a empresa se preocupa com a segurança.

Poucas horas depois, a OpenAI anunciou um acordo com o Pentágono para fornecer IA a sistemas confidenciais, incluindo salvaguardas para evitar usos indesejados.

Alessandro Di Lorenzo é formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e atua na área desde 2014, com passagens pelas redações da BandNews FM em Porto Alegre e São Paulo.


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