gabinete do ódio

Brasília Hoje: Sidônio nega irregularidade em licitação e diz que não há gabinete do ódio no governo

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O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, declarou nesta quarta-feira (17) que não existe um gabinete do ódio no governo Lula. Ele também refutou quaisquer irregularidades na licitação de publicidade que foi refeita após observações do Tribunal de Contas da União.

As declarações ocorreram durante uma sessão conjunta das comissões de Comunicação e de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados. Sidônio atendeu ao convite de parlamentares da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em julho, o governo lançou uma nova licitação para contratar três empresas responsáveis pela comunicação digital, com um valor de R$ 98,3 milhões para um período de 12 meses.

A tentativa anterior de contratação gerou uma crise, após surgirem suspeitas de irregularidades no processo licitatório, sob a gestão do ex-ministro Paulo Pimenta (PT).

Em junho de 2024, o Tribunal de Contas da União suspendeu o edital anterior, que tinha um valor de R$ 197,7 milhões para quatro empresas. Em 2025, a corte liberou o processo, mas Sidônio optou por não seguir aquele modelo de contratação.

"A licitação anterior foi de R$ 200 milhões. Essa licitação foi revogada, e eu confirmei. Não houve irregularidade identificada. Fizemos uma nova pela metade do valor. Achamos que R$ 98 milhões é satisfatório", afirmou Sidônio.

A licitação anterior da Secom foi alvo de denúncias devido a um jornalista do site O Antagonista, que publicou as iniciais das empresas vencedoras antes do anúncio oficial em abril de 2024.

Sidônio foi questionado sobre a suposta existência de um gabinete do ódio no Palácio do Planalto. Ele respondeu que "não há nenhuma ação do gabinete [quanto a isso]". Segundo ele, todas as ações da Secom visam melhorar a comunicação das políticas públicas.

O ministro também defendeu a regulação das redes sociais, afirmando que o governo não é "adversário das plataformas". "Defendo a regulação, e as plataformas já concordam com parte disso", concluiu.

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