Fabiano Contarato

Brasília Hoje: Senado recorre da decisão de Gilmar que suspendeu quebra de sigilo empresa ligada a Toffoli por CPI

Análise do Senado sobre a Decisão de Gilmar Mendes

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O Senado Federal protocolou um recurso contra a decisão que suspendeu a quebra de sigilos da Maridt, empresa associada ao ministro Dias Toffoli. Na solicitação de terça-feira (3), a Casa argumenta que a liminar compromete a prerrogativa das comissões parlamentares de inquérito (CPIs) em exercer seus poderes investigativos.

O presidente da CPI do Crime Organizado, Fabiano Contarato (PT-ES), por meio da Advocacia do Senado, destaca que a decisão do decano do STF, Gilmar Mendes, na última sexta-feira (27), prejudica o andamento da CPI. Os advogados afirmam que a liminar impede a coleta de informações essenciais para a apuração dos fatos.

A CPI havia autorizado a quebra de sigilos na quarta-feira (25) para investigar a aquisição de um resort pela empresa através de um fundo vinculado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

A equipe jurídica do Senado ressalta que a quebra de sigilos está entre as atribuições da CPI, conforme precedentes do STF. Além disso, qualquer informação coletada permaneceria sob sigilo durante o trabalho da CPI, sendo divulgada apenas no relatório final, se necessário.

Gilmar Mendes argumenta que a quebra de sigilo representa um descumprimento claro dos limites da apuração parlamentar, classificando a ação como "invasiva" e sem fundamentação válida. Ele critica a justificativa da CPI, apontando a ausência de elementos concretos que conectem a empresa de Toffoli aos fatos investigados.

Os advogados da Maridt solicitaram ao STF um habeas corpus para estender a decisão de 2021 de Gilmar Mendes, que já havia suspendido quebras de sigilo da produtora Brasil Paralelo pela CPI da Covid. A equipe do Senado argumenta que o caso anterior já transitou em julgado e não pode ser utilizado para fundamentar o pedido da defesa.

Segundo a Advocacia do Senado, a simples menção ao caso anterior não é suficiente para justificar a relatoria atual. Eles também afirmam que, no sistema constitucional brasileiro, não existe um direito absoluto a não ser investigado, e a CPI está cumprindo seu dever de investigação.

A investigação pode abranger empresas suspeitas de serem "de fachada", criadas para ocultar proprietários, lavar dinheiro ou evadir impostos, utilizando táticas como endereços falsos e sócios "laranjas".

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