Brasileira relata tensão após alerta de mísseis e cancelamento de cruzeiro em Dubai: ‘Deu medo’
Brasileira enfrenta tensão após alerta de mísseis e cancelamento de cruzeiro em Dubai
Ana Lorenzetti, moradora de Bauru (SP), relatou momentos de medo após o cancelamento de um cruzeiro que faria pela região, devido à escalada do conflito entre EUA e Israel contra o Irã.
O grupo, que incluía 17 turistas e o agente de viagens Carlos Volpe, havia embarcado no dia 28 de fevereiro. Na mesma noite, receberam alertas sobre mísseis e drones na área.
Ana compartilhou sua experiência: “O momento mais tenso foi na noite de sábado, quando o governo enviou alertas, o que deu medo. Recebemos mensagens pedindo para ficarmos em segurança devido aos mísseis. Foi uma noite de nervosismo, mas tudo começou a voltar ao normal”.
Embora Dubai não tenha sido atingida diretamente, destroços de drones interceptados causaram um incêndio em Palm Jumeirah, ferindo quatro pessoas. O navio permanece atracado em Dubai, e os passageiros só podem sair para a área de embarque.
Ela mencionou que, na segunda-feira, a situação parecia mais calma, com o comércio e o metrô voltando ao normal. O grupo ainda aguarda informações sobre o retorno ao Brasil, inicialmente programado para o 7 de março, mas o aeroporto de Dubai foi fechado após os alertas.
Outra brasileira, residente em Dubai há dez anos e que preferiu não se identificar, confirmou que a situação estava mais tranquila na segunda-feira, mas o fim de semana foi marcado por tensão. Ela relatou que as explosões ouvidas eram do sistema de defesa da cidade, que interceptou os mísseis.
“A situação está mais normalizada agora. Dormimos bem na noite de domingo, e hoje recebemos mensagens oficiais dizendo que a situação estava melhorando”, contou.
Os ataques de EUA e Israel ao Irã, que começaram no dia 28 de fevereiro, resultaram em centenas de mortes. O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi uma das vítimas dos bombardeios, que também atingiram cidades iranianas.
O Irã respondeu disparando mísseis contra Israel e bases militares dos EUA, com os ataques continuando em uma escalada de violência na região. O presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu retaliar as perdas americanas, afirmando que mais mortes podem ocorrer antes do fim do conflito.
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